Pesquisa nas Escrituras

1 Coríntios 11:23–26

9 minutos de leitura

Quando usar: 25 de março de 2027

Um Pacto de Resistência

Quinta-feira Santa

Ferramentas de adoração

Espaço Sagrado: Esboço para o Culto em Pequenos Grupos

Encontro

Bem-vindo

A Quinta-feira Santa é a noite em que a Ceia do Senhor foi celebrada pela primeira vez. O tema central daquela primeira Ceia do Senhor foi o serviço humilde. Jesus lavou os pés dos discípulos e ordenou que eles fizessem o mesmo uns pelos outros. Jesus ensinou que não veio para ser servido, mas para servir, para compartilhar a hospitalidade de Deus e a intimidade de partir o pão juntos.

Oração pela paz

Toque um sino ou um carillon três vezes, lentamente.
Acenda a vela da paz.

Deus amoroso e humilde, hoje nos abrimos ao Teu Espírito. Tu mostraste aos discípulos o que é a vulnerabilidade ao te abaixares para lavar os pés deles. Como podemos ter a mesma coragem para fazer o mesmo com nossos amigos e vizinhos, enquanto buscamos criar a paz? Tu crias espaço para cada pessoa à tua mesa e nos alimentas de uma nova maneira, permitindo que levemos a paz aos nossos corações. Concede-nos essa paz para que possamos compartilhá-la. Que as vozes dos líderes servos, focados na paz, se elevem acima das vozes do ódio e da divisão, para que todos possam encontrar seu lugar à mesa. Amém.

Prática espiritual

Oração do Corpo

Diga:Hoje, nossa prática espiritual será uma oração corporal.

Mostre aos membros do grupo as três posturas que eles irão adotar neste exercício espiritual.

Primeira postura: cabeça inclinada para baixo, com as mãos cruzadas.

Segunda postura: Sentado ou em pé, com os braços estendidos para os lados.

Terceira postura: mãos postas sobre o coração.

Diga: “Umsinal sonoro indicará quando passar para a próxima postura. Vocês não farão nenhuma oração com palavras, mas, em vez disso, se concentrarão em perceber que tipo de oração deseja surgir enquanto mantêm cada postura.”

Conduza o grupo a fazer três respirações profundas de limpeza, como preparação. Toque um sino.

Primeira postura: Cabeça inclinada para baixo, com as mãos cruzadas (um minuto). Toque um sino.

Segunda postura: Sentado ou em pé, com os braços estendidos para os lados (um minuto). Toque um sino.

Terceira postura: mãos postas sobre o coração (um minuto). Toque um sino.

Encerre com um “Amém” dito em voz alta.

Convide os participantes a compartilharem o que viveram durante a bcorpo poração.

Compartilhando à mesa

1 Coríntios 11:23–26 NRSVue

23 Poisrecebi do Senhor o que também vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou um pão,24 e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é para[a]vocês. Fazei isto em memória de mim.”25 Damesma forma, ele também tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Fazei isto, sempre que o beberdes, em memória de mim.”26 Pois, sempre que comerdes este pão e beberdes o cálice, estais anunciando a morte do Senhor até que ele venha.

—I Coríntios 11:23-26 NRSVue

Corinto, cenário da passagem de hoje, era uma cidade multicultural e cosmopolita. A competição por status e privilégios dominava as relações sociais, e as refeições formais reforçavam as distinções de classe. Essa competição e essa divisão de classes se refletiam na maneira como a comunidade da igreja se reunia. Paulo, incomodado com isso, lembrou às pessoas o momento em que Cristo instituiu a Ceia do Senhor e o que ela significava.

Cristo havia derrubado as barreiras sociais entre as pessoas, e a mesa do Senhor era um momento para demonstrar isso. Cristo havia demonstrado solidariedade para com os pobres, os marginalizados e os deslocados. Ele havia proclamado um reino — ou um novo modo de vida — que, na época de Jesus, era considerado escandaloso. Havia um lugar à mesa para todos.

Ao começar a repartir o pão e o vinho, Jesus estava estabelecendo uma nova aliança de unidade e igualdade. Participamos da Ceia do Senhor em memória de Cristo. Lembrar-se não é apenas um simples ato mental. Significa que retomamos esse modo de vida e remodelamos nossas ações. É algo que transforma a vida a cada vez. A ordem de Jesus para fazermos isso “em memória de mim” não se trata tanto de lembrar do nosso passado, mas sim de ver todos ao redor da mesa como iguais.

Essa aliança está no cerne do que significa ser discípulo de Jesus Cristo. Por meio da Ceia, proclamamos que somos um povo da nova aliança, chamados a viver um estilo de vida comunitário alternativo que “desafia corajosamente as tendências culturais, políticas e religiosas contrárias aos propósitos de reconciliação e restauração de Deus” (Doutrina e Convênios 163:3b).

Quando nos sentamos à mesa, não podemos fazê-lo deixando outros de fora, sem serem convidados nem bem-vindos. Não há lugares de honra, nem pessoas mais ou menos merecedoras. Agir ou pensar de outra forma é deixar de “lembrar-se” dele.

Perguntas

  1. Que práticas culturais incorporamos em nossas vidas como discípulos que não refletem o exemplo de Cristo?
  2. Como podemos lembrar-nos de Jesus de maneiras que nos permitam adotar seu modo de vida e reformular nossas ações?

Enviando

Declaração de Generosidade

Amada Comunidade de Cristo, não se limitem a falar e cantar sobre Sião. Vivam, amem e compartilhem como Sião: aqueles que se esforçam para serem visivelmente um em Cristo, entre os quais não há pobres nem oprimidos.

—Doutrina e Convênios 165:6a

A cesta de ofertas está à disposição caso você deseje apoiar os ministérios em andamento dos pequenos grupos como parte de sua generosa contribuição.

A oração de oferenda é uma adaptação de “A Resposta Generosa de um Discípulo”:

Deus sempre presente, perdoa-nos quando não somos tão amorosos, tão cheios de esperança ou tão como Tu nos criaste para sermos. Tua misericórdia e Tua graça estão sempre conosco. Que possamos encontrar força em Tua presença e que possamos responder ao Teu amor com espírito generoso. Amém.

Convite para a próxima reunião

Hino de encerramento

A Comunidade de Cristo cantao número 519, “In the Singing”

Oração de encerramento


Opções adicionais, dependendo do grupo

Sacramento da Ceia do Senhor

Pois recebi do Senhor o que também vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou um pão;e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é para vocês. Fazei isto em memória de mim.” Da mesma forma, ele tomou também o cálice, depois da ceia, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Fazei isto, sempre que o beberdes, em memória de mim”.Pois, sempre que comerdes este pão e beberdes o cálice, estais anunciando a morte do Senhor até que ele venha.

—1 Coríntios 11:23–26 NRSV

Declaração sobre a Comunhão

Todos são bem-vindos à mesa de Cristo. A Ceia do Senhor, ou Comunhão, é um sacramento no qual recordamos a vida, a morte, a ressurreição e a presença contínua de Jesus Cristo. Na Comunidade de Cristo, também vivenciamos a Comunhão como uma oportunidade de renovar nossa aliança batismal e de sermos formados como discípulos que vivem a missão de Cristo. Outros podem ter interpretações diferentes ou complementares dentro de suas tradições religiosas. Convidamos todos os que participam da Ceia do Senhor a fazê-lo no amor e na paz de Jesus Cristo.

Participamos da Comunhão como uma forma de expressar bênção, cura, paz e comunhão.

Como preparação, vamos cantar uma música do livro“Community of Christ Sings”(escolha uma):

515 “Nestes momentos, nós nos lembramos”

516 “Reunindo-nos em torno do vinho e do pão”

521 “Vamos Partir o Pão Juntos”

525 “A mesa é pequena”

528 “Coma este pão”

Bênção e distribuição do pão e do vinho.

Reflexões para as crianças

Você vai precisar de:

  • Toalhinhas umedecidas

Diga:Na Quinta-feira Santa, depois que Jesus compartilhou uma refeição com seus discípulos, ele fez algo bastante radical. Ele lavou os pés deles.

Ele fez isso porque queria que eles soubessem que era importante servir uns aos outros ou cuidar uns dos outros.

Usem os lenços umedecidos para, revezando-se, lavar as mãos dos participantes.

Digam: Queoutras oportunidades podemos aproveitar para servir às pessoas ao nosso redor, assim como Jesus fez?

Recursos para sermões

Explorando as Escrituras

Nos versículos imediatamente anteriores à passagem bíblica de hoje, Paulo repreende os coríntios pelo uso indevido da Ceia do Senhor. Ele denuncia as divisões existentes na igreja em relação a classe e status — especialmente quando se reúnem. Em 1 Coríntios 11:23–26 (conhecidos como “as palavras de instituição da Ceia do Senhor”), Paulo transmite a tradição que recebeu. Esses versículos são os que mais se assemelham à instrução encontrada em Lucas 22,15–20. Aqui, Paulo faz uma pausa na repreensão ao comportamento deles para transmitir lembranças importantes, a fim de fortalecer e relembrar o povo. Seu uso das palavras gregas para “recebi” e “transmiti a vocês” mostra como a prática em Corinto se desviou do exemplo de Jesus. Esse desvio da tradição e do ensinamento causou divisões entre os discípulos em Corinto.

“Na noite em que foi traído” refere-se à Última Ceia — a refeição que Jesus compartilhou com os discípulos antes de ser traído, preso e crucificado (v. 23). Essa refeição serve de modelo para a forma como muitos cristãos celebram a Ceia do Senhor:

  • Damos graças; o pão (o corpo de Cristo) é partido e entregue por nós.
  • O cálice (o sangue de Cristo) é compartilhado.
  • Nós nos lembramos da aliança.
  • Nós nos lembramos de Cristo e do seu sacrifício por nós.

As memórias podem ser poderosas. Elas moldam quem somos e definem a identidade de indivíduos e grupos. É dedicado grande cuidado à transmissão dessas memórias de geração em geração. Recordar experiências compartilhadas dentro da comunidade pode unir as pessoas e fortalecer os laços; mas também pode dividi-las, como se viu em Corinto. Essa construção de memórias compartilhadas cria um legado e molda a história. Jesus nos encorajou a nos reunir e “fazer isso” regularmente (vv. 24, 25). Nossas memórias podem se perder quando não as cultivamos, inclusive aquelas que fazem parte de nossa memória coletiva.

Quando compartilhamos o sacramento da Ceia do Senhor, mobilizamos nossas memórias. Símbolos, sinais e imagens nos ajudam a lembrar. Mobilizamos nossas memórias com mais frequência quando elementos da vida cotidiana estão presentes em nossas práticas sagradas. Jesus escolheu os alimentos comuns do pão e do vinho para simbolizar uma nova aliança concedida por meio do auto-sacrifício. O Espírito de Deus atua por meio desses símbolos e constrói nossas memórias compartilhadas. Cristo está presente porque prometeu estar no pão e no vinho.

O pão — e o ato de partilhar o pão — faz parte da tradição da Páscoa judaica. Os cristãos interpretam isso como uma metáfora do corpo de Cristo e um símbolo de unidade. O vinho simboliza o sangue derramado na Páscoa. É uma metáfora do sofrimento.

Na Quinta-feira Santa, relembramos o grande amor de Cristo por meio de seu sacrifício, do perdão e da promessa de vida eterna. Na refeição elegante e simples de pão e vinho, Jesus nos convida a fazer parte da história de Deus. O corpo e o sangue são oferecidos a cada um pessoalmente, mas a Ceia do Senhor também é para a comunidade reunida. Ao comermos, relembramos a presença de Deus conosco no passado. Confiamos que Deus está conosco agora. Esperamos que Deus permaneça conosco à medida que avançamos rumo ao futuro.

Assim como em Corinto, nossas congregações também podem estar divididas. Ao partir o pão e compartilhar o cálice, Jesus nos entrega sua vida, oferecida como uma aliança.

Ideias centrais

  1. A igreja recebeu orientações sobre a Ceia do Senhor (Comunhão) a partir do exemplo de Jesus, descrito na Última Ceia com seus discípulos.
  2. Podemos nos unir a Cristo por meio dos atos cotidianos de comer o pão, beber do cálice e fazer memória dele.
  3. A celebração regular da Ceia do Senhor molda nossa memória coletiva e fortalece nossa comunidade ao relembrarmos a história do sacrifício de Cristo e da nova aliança que Ele estabeleceu.
  4. Na Quinta-feira Santa, relembramos o sacrifício de Cristo e os atos que nos libertaram do pecado e da morte.

Perguntas para o palestrante

  1. De que maneiras você aprendeu as memórias sagradas das gerações passadas?
  2. De que maneira as memórias sagradas moldaram e sustentaram você? De que maneira elas moldaram e sustentaram sua congregação?
  3. Por que as pessoas se aproximam da mesa do Senhor? De que é que elas têm fome e sede?
  4. De que maneira a celebração da Ceia do Senhor tem ajudado a construir memórias e práticas coletivas em sua congregação?
  5. De que maneira a lembrança do sacrifício de Cristo e da nova aliança em Cristo pode sanar as divisões dentro da congregação?
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