Mateus 6:1-6, 16-21

14 minutos de leitura

Quando usar: 18 de fevereiro de 2026

Prepare-se com dedicação

Quarta-feira de Cinzas

Ferramentas de adoração

Esboço do Culto

Passagens bíblicas adicionais

Salmo 51:1–17; Joel 2:1–2, 12–17; 2 Coríntios 5:20b—6:10 

Prepare-se

Para o Momento de Reflexão, distribua cartões, material para escrever e envelopes a cada participante.  

Prelúdio

Boas-vindas e Convite

A Quarta-feira de Cinzas marca o início do período da Quaresma, um tempo de profunda reflexão interior sobre a relação de cada um com Deus. Seguindo o exemplo da vida de Jesus, passamos 40 dias em contemplação e meditação. A Quaresma é um momento para examinarmos com honestidade quem somos, quem Deus está nos chamando a nos tornar e a distância entre essas duas posições, ao refletirmos sobre o que significa ser um discípulo. A Quaresma também une a comunidade cristã, abrangendo diversas tradições e denominações. A Quarta-feira de Cinzas convida as pessoas a essa jornada intensamente pessoal, mas ao mesmo tempo comunitária, rumo à cruz, à ressurreição e à nova vida em Cristo. 

Hino para dar início à jornada 

“Venha e encontre o centro da tranquilidade” CCS 151 

OU “Na encruzilhada deste momento” CCS 170 

Invocação

Resposta

Momento de Confissão

Imprima ou projete estas palavras para uma meditação silenciosa: Deixamos que nos tornássemos diferentes do que Deus deseja. 

Leitura das Escrituras

Salmo 51:10–12 

Hino de Súplica

“Preciso de Ti a Cada Hora” CCS 188 

OU “Sou eu, sou eu, ó Senhor” CCS 208 

Leitura das Escrituras

Mateus 6:1-6, 16-21  

Ministério de Música ou Hino Comunitário

“Espírito Eterno do Cristo Vivo”   CCS 182 

OU “Seja Tu a Minha Visão”   CCS 167 

Homilia

Com base em Mateus 6:1–6, 16–21 

Esta breve reflexão enfoca a essência da Quaresma: uma exploração interior intensa e sincera, livre de ostentação, extravagância e aparências. Participar da Quaresma não significa exibir o quanto somos religiosos. Trata-se de dedicar tempo à oração com Deus no “deserto” de nossa vida interior, em prol de nosso relacionamento com Ele, que é, por si só, a recompensa ou o tesouro supremo. 

Momento de reflexão 

Muitas vezes, a Quaresma é associada ao jejum — abrir mão de algo significativo para nos dedicarmos mais à oração e à atenção a Deus. Durante o jejum, relembramos nosso batismo e nosso compromisso de seguir Jesus. Identificamos em nossas vidas o que está nos impedindo de sermos verdadeiros discípulos e nos arrependemos ou pedimos perdão. Passamos 40 dias voltando para Deus, em nossa vocação como discípulos de Jesus. 

Convide os participantes a refletir sobre o estado atual de suas vidas espirituais e de seus relacionamentos com Deus, com os outros e com a criação. Peça que ponderem sobre quem Deus os está chamando a se tornar e como a Quaresma pode fazer parte dessa jornada. Quais são as esperanças deles para a Quaresma? Do que eles precisam abrir mão? Peça que cada pessoa escreva suas reflexões em um cartão e coloque-o em um envelope para consultar ao longo do período. Incentive todos a serem o mais honestos possível. As respostas NÃO serão compartilhadas com os demais. Elas devem ser uma reflexão particular, no espírito do texto. Coloque uma música suave como fundo para esse momento de reflexão. 

Hino da Quaresma

“Jesus percorreu este vale solitário” CCS 452 

OU “Espírito, enche-nos” CCS 160 

Momento de Foco

Cinzas da Quarta-feira de Cinzas 

Um símbolo para este dia importante são as cinzas. Há muitos exemplos no Antigo Testamento de pessoas que, ao confessarem seus pecados, usavam cinzas para demonstrar sua impureza diante de Deus. Na Igreja primitiva, os pecadores eram identificados e obrigados a usar cinzas durante todo o dia. Por volta do século X, a percepção de que todos nós somos pecadores levou ao uso de cinzas por todos os discípulos como um lembrete de sua humanidade e da necessidade de se arrependerem. As cinzas podem ou não ter significado simbólico para você. À medida que a tigela com cinzas for passando pelos participantes, você pode optar por esfregar cinzas nas mãos ou na testa. Ou pode colocar uma pequena quantidade de cinzas na palma da mão como um lembrete visual dessa experiência sagrada. Ou talvez queira apenas observar as cinzas enquanto elas passam. Faça o que for mais confortável para você.  

Tradicionalmente, as cinzas provêm da queima das folhas secas de palmeira do ano anterior. Na ausência dessas cinzas, certifique-se de usar cinzas que não contenham contaminantes ou substâncias perigosas. Em algumas tradições, utiliza-se óleo junto com as cinzas para ajudar a fazê-las aderir à pele. Tenha cuidado ao adicionar água às cinzas, pois isso pode fazer com que elas irritem a pele. Toque uma música suave enquanto distribui as cinzas. 

Oração Pastoral pela Paz

Acenda a vela da paz. 

Oração 

Concentremos esta oração em nosso anseio pela paz interior, bem como naqueles que, ao redor do mundo, não têm paz. 

 Hino de encerramento

“Aqui, ó Senhor, Teus servos se reúnem” CCS 335 

OU “Guia-me, Senhor”  cantar várias vezes CCS 450 

OU “Quando Somos Postos à Prova” CCS 453 

Envio

Doutrina e Convênios 162:3a 

Ao saírem, haverá uma cesta para receber suas doações. Sejamos generosos em prol das pessoas necessitadas. 

Pós-lúdio

Espaço Sagrado: Esboço para o Culto em Pequenos Grupos

Encontro

Bem-vindo

O período da Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas, um antigo dia sagrado do calendário cristão. Nas Escrituras, as cinzas simbolizam o luto, o pecado e a mortalidade humana, bem como a alegria, o perdão e a vitória sobre a morte. Os cristãos costumam colocar um traço de cinzas no rosto no primeiro dia da Quaresma para simbolizar o arrependimento. Tradicionalmente, as cinzas são obtidas da queima dos ramos de palmeira usados nas celebrações do Domingo de Ramos do ano anterior. 

Oração pela paz

Toque um sino ou um carrilhão três vezes, lentamente.
Acenda a vela da paz.

Deus misericordioso,

Percorremos esse caminhocomo indivíduosecomo comunidade defé.
Percorremos esse caminhopartindo dastentações em nosso deserto, representadas pelas imagens mundanas de poder,

sucesso, exclusão e hierarquia de valores.

Nossa jornadapassa pela confissão…
Somos fracos e facilmente seduzidos por essas imagens mundanas.

Às vezes, cedemos ao nosso desejo pessoal de alcançar essas imagens, mesmo quando isso prejudica sua criação e seus filhos.

Nossa jornadaé marcada pelo arrependimento…Pelo perdão…
Epelasua graça.

Nossa jornadanos leva a…
Um apelo para que abandonemos essas imagens de normas culturais.

O desafio de se opor à cultura mundana e abraçar a sua própria cultura. O convite para serem cocriadores da sua visão de shalom para o mundo…

Onde o poder assume a forma de um bebê.
Onde o sucesso está pendurado numa cruz e se liberta do túmulo.

Onde as barreiras da exclusão se transformam em pó e a inclusão para todos é a regra.

Onde a hierarquia de valor é nivelada e cada pessoa percebe seu próprio valor e o valor de todos os demais.

Seguimos em frentecomo coraçãocheio de gratidãopor… O chamado ao sacrifício,
O desafio de tomar uma posição,

E o convite para sermos, junto com vocês e uns com os outros, co-criadores de um novo mundo de shalom.

Partimosnestajornadaconfiandoque você nos dará o que precisamos para percorrê-la…

Força

Coragem

Resistência

Sabedoria

Compaixão

Amor incondicional

Embarcamos nessa jornadarumo ao renascimento, para encarnar o Cristo Vivo em seu mundo, em cujo nome oramos. Amém.

—Stassi Cramm

Prática espiritual

A prática do silêncio

Praticar o silêncio pode ser difícil no início. A mente pode ficar agitada. Seja gentil consigo mesmo nessa prática. Começaremos quando eu tocar o sino. Ficaremos em silêncio por cinco minutos. Tocarei o sino novamente ao final do nosso momento de silêncio.

Lembre-se de respirar profundamente. Concentrar-se em cada respiração pode ajudar a acalmar a mente. Fique atento ao que está ao seu redor; perceba como o ar toca sua pele; confie de que você está na presença do sagrado — que o envolve e o abraça por completo. Deixe que seus pensamentos internos se acalmem por um momento, estando plenamente presente com Aquele que está plenamente presente com você.

Toque um sino para dar início.

Espere cinco minutos.

Toque o sino para encerrar o momento de silêncio.

Pergunte: Como é estar em presença de Deus em silêncio?

—Adaptado de um Guia para a Quaresma

Compartilhando à mesa

Mateus 6:1–6, 16–18 NRSVue

“Cuidado para não praticar a sua justiça diante dos outros com o intuito de ser visto por eles, pois, nesse caso, você não terá recompensa do seu Pai que está nos céus.

“Portanto, sempre que deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para que sejam elogiados pelos outros. Em verdade te digo: eles já receberam a sua recompensa. Mas, quando deres esmola, não deixes que a tua mão esquerda saiba o que a tua mão direita está fazendo, para que a tua esmola seja dada em segredo; e teu Pai, que vê no segredo, te recompensará.”

“E, sempre que orarem, não sejam como os hipócritas, pois eles gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas, para serem vistos pelos outros. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas, sempre que orarem, entrem no seu quarto, fechem a porta e orem ao seu Pai, que está em segredo; e o seu Pai, que vê no segredo, lhes dará a recompensa.”

“E, sempre que jejuarem, não fiquem com cara triste, como os hipócritas, pois eles marcam o rosto para mostrar aos outros que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Mas, quando jejuarem, passem óleo na cabeça e lavem o rosto, para que o seu jejum não seja visto pelos outros, mas pelo seu Pai, que está no secreto; e o seu Pai, que vê no secreto, vos recompensará.

A Quarta-feira de Cinzas marca o início do período da Quaresma. A Quaresma é o período de 40 dias que antecede a Páscoa, destinado à reflexão e ao fortalecimento do relacionamento com o Divino, tanto a nível individual quanto comunitário. A Quarta-feira de Cinzas e a Quaresma representam um chamado ao arrependimento — um retorno renovado a Deus para que nossos relacionamentos sejam genuínos.

Os três temas abordados na leitura são a esmola, a oração e o jejum. Essas três práticas constituíam práticas espirituais básicas.

Jesus pede aos seus discípulos que reflitam sobre a motivação que os leva a praticar essas disciplinas. A palavra grega para “hipócrita” também se referia a um ator no palco. Ao usar essa palavra, Jesus desafia seus ouvintes a evitar transformar as disciplinas espirituais em apresentações públicas. O objetivo não deve ser chamar a atenção dos outros. Em vez disso, essas práticas são uma resposta à graça e à generosidade de Deus.

Quando realizadas com sinceridade, essas práticas espirituais promovem nossa formação como discípulos, bem como a missão de Cristo. Isso não aconteceria se fossem feitas apenas para impressionar um público ingênuo. Atores podem enganar o público. Hipócritas podem enganar seus pares. Ao sugerir que essas práticas espirituais devem ser realizadas para os propósitos de Deus, Jesus desafia os discípulos a serem sinceros e a se envolverem plenamente. Deus não se deixa enganar. Deus compreende nossa verdadeira capacidade e nos chama a um autoexame cada vez mais profundo. A questão não é tanto se esses atos devem ser realizados em público, mas sim se ainda os faríamos se soubéssemos que não há público (www.CofChrist.org/worship-resources-01-march-2017).

Perguntas

  1. Como tem sido sua experiência com práticas espirituais? O que ajuda você a manter a sinceridade nessas práticas?
  2. Como seria, nesta Quaresma, dedicar-se a práticas que aprofundem seu relacionamento com Deus, em vez de sua reputação perante os outros? Como você espera passar esse tempo durante a Quaresma para se aproximar mais de Deus?

Enviando

Declaração de Generosidade

Os discípulos fiéis respondem a uma consciência cada vez maior da generosidade abundante de Deus compartilhando de acordo com os desejos de seus corações; não por mandamento ou obrigação.

—Doutrina e Convênios 163:9

A cesta de ofertas está à disposição caso você deseje apoiar os ministérios em andamento dos pequenos grupos como parte de sua generosa contribuição.

A oração de oferenda para a Quaresma é uma adaptação de “A Resposta Generosa de um Discípulo”:

Deus sempre presente, perdoa-nos quando não somos tão amorosos, tão cheios de esperança ou tão como Tu nos criaste para sermos. Tua misericórdia e Tua graça estão sempre conosco. Que possamos encontrar força em Tua presença e que possamos responder ao Teu amor com espírito generoso. Amém.

Convite para a próxima reunião

Hino de encerramento

CCS450 “Guia-me, Senhor”

Oração de encerramento


Adições opcionais, dependendo do grupo

Sacramento da Ceia do Senhor

Escritura da Comunhão

Escolha uma passagem bíblica para ler dentre as seguintes opções: 1 Coríntios 11:23–26; Mateus 26:17–30; Marcos 14:12–26; Lucas 22:7–39.

Declaração sobre a Comunhão

Todos são bem-vindos à mesa de Cristo. A Ceia do Senhor, ou Comunhão, é um sacramento no qual relembramos a vida, a morte, a ressurreição e a presença contínua de Jesus Cristo. Na Comunidade de Cristo, também vivenciamos a Comunhão como uma oportunidade de renovar nossa aliança batismal e de sermos formados como discípulos que vivem a missão de Cristo. Outros podem ter interpretações diferentes ou adicionais dentro de suas tradições religiosas. Convidamos todos os que participam da Ceia do Senhor a fazê-lo no amor e na paz de Jesus Cristo.

Como preparação, vamos cantar a música 519 do livro“Community of Christ Sings”, intitulada “In the Singing”.

Abençoar e distribuir o pão e o vinho.

Reflexões para as crianças

Materiais: tigela com pedaços de giz de cor escura

Hoje é o primeiro dia do período da Quaresma. É conhecido como Quarta-feira de Cinzas. A Quaresma é o período em que relembramos que Jesus passou 40 dias no deserto, preparando-se para iniciar seu ministério. Para os cristãos, a Quaresma é um momento para confessar que, como discípulos, nem sempre damos o nosso melhor. Às vezes cometemos erros e precisamos ser perdoados. Além disso, a Quaresma é um momento para refletir sobre a importância de perdoar os outros.

Na Quarta-feira de Cinzas, muitos cristãos usam cinzas para fazer uma pequena cruz na mão ou na testa, como sinal de arrependimento (arrependimento significa pedir perdão e seguir um caminho novo ou melhor).

Hoje podemos fazer uma pequena cruz nas nossas mãos usando giz. Vou passar a tigela pelo círculo. Estendam a mão para a frente se quiserem uma pequena cruz nas costas da mão.

Com o giz, desenhe delicadamente uma pequena cruz nas costas de cada mão estendida.

Quando todos os que desejarem tiverem recebido uma cruz, façam uma breve oração:

Deus de misericórdia e graça, aceita nosso arrependimento e perdoa nossas falhas. Acompanha-nos durante este período da Quaresma. Amém.

Agradeço a todos pela participação.

Opção Dois
Lição: O que é a Quaresma?

Materiais: tiras de papel roxo, fita adesiva

A Quaresma é um período de 40 dias (sem contar os domingos!) celebrado todos os anos no início da primavera. Durante a Quaresma, nos concentramos em Deus e nos preparamos para o Domingo de Ramos, a Sexta-feira Santa e a Páscoa.

Durante os 40 dias, nos concentramos em ações como a oração, o cuidado com os pobres e a ajuda ao próximo. Muitas pessoas “abrem mão” de algo durante a Quaresma para se lembrarem de que Jesus deu a vida por nós. Mas, durante a Quaresma, você também pode “comprometer-se” a fazer o bem, assim como Jesus fez. Você pode rezar, ajudar alguém nas tarefas domésticas ou doar dinheiro para ajudar os pobres.

O roxo é uma cor usada nas igrejas durante a Quaresma. O roxo nos lembra que Jesus sacrificará sua vida na cruz. Podemos usar roupas roxas como forma de lembrar de Jesus e do período da Quaresma.

Instruções:Depois de explicar a Quaresma às crianças, pergunte se elas gostariam de usar algo roxo como símbolo da Quaresma. Use a tira de papel como uma braçadeira, colando as pontas com fita adesiva. Peça a outros membros do grupo que ajudem as crianças. Convide todos do grupo a usar um símbolo roxo da Quaresma.

Quando todos estiverem com a braçadeira, agradeça às crianças pela participação.

Recursos para sermões

Explorando as Escrituras

A Quarta-feira de Cinzas marca o início do período da Quaresma. A Quaresma é o período de 40 dias que antecede a Páscoa, destinado à reflexão e ao fortalecimento de nossas relações com o Divino, tanto individualmente quanto em comunidade. A Quarta-feira de Cinzas e a Quaresma representam um chamado ao arrependimento — um retorno renovado a Deus para que nossas relações sejam genuínas. O texto de hoje é extraído do que comumente é chamado de Sermão da Montanha (Mateus 5—7).

A leitura de hoje não inclui o que chamamos de Oração do Senhor. Os três temas abordados na leitura são a esmola, a oração e o jejum. Essas três práticas eram fundamentais para os judeus e, na época em que este Evangelho foi escrito, talvez também fossem consideradas essenciais para a comunidade cristã.

Jesus parte do princípio de que seus discípulos praticarão as disciplinas espirituais básicas, dizendo: “sempre que vocês…”. Jesus pede aos seus discípulos que reflitam sobre a motivação que os leva a praticar essas disciplinas. A palavra gregahypokritēs, ou “hipócrita”, na passagem de hoje, também se referia a um ator no palco. Ao usar essa palavra, Jesus desafia seus ouvintes a evitar transformar as disciplinas espirituais em apresentações públicas. O objetivo não deve ser chamar a atenção dos outros. Em vez disso, essas práticas são uma resposta à graça e à generosidade de Deus.

Quando realizadas com sinceridade, essas práticas espirituais promovem nossa formação como discípulos, bem como a missão de Cristo. Isso não aconteceria se fossem feitas apenas para impressionar um público ingênuo. O público pode ser enganado por atores. Os colegas podem ser enganados por hipócritas. Ao sugerir que essas práticas espirituais devem ser realizadas para os propósitos de Deus, Jesus desafia os discípulos a serem sinceros e a se envolverem plenamente. Deus não se deixa enganar. Deus compreende nossa verdadeira capacidade e nos chama a um autoexame cada vez mais profundo. A questão não é tanto se esses atos devem ser realizados em público, mas sim se ainda os realizaríamos se soubéssemos que não há público presente.

O texto trata menos de sigilo e mais de sinceridade. Devemos nos empenhar pelo tesouro que realmente importa. Os aplausos e a admiração dos amigos não durarão mais do que o dinheiro. Nossa motivação para nos dedicarmos a boas obras e práticas espirituais deve ser celestial, não terrena. A passagem termina com uma promessa de esperança. Se nos dedicarmos sinceramente a essas práticas, nossos corações seguirão o tesouro verdadeiro, e seremos atraídos para mais perto dos outros, de Deus e do propósito divino.

Ideias centrais

  1. O período da Quaresma é um momento de reflexão, arrependimento e renovação.
  2. Práticas espirituais como a oração e o jejum são fundamentais para a nossa fé.
  3. As práticas espirituais nos ajudam a responder à graça e à generosidade de Deus.
  4. O envolvimento sincero nas práticas espirituais nos forma como discípulos, fortalecendo-nos para participar da missão de Cristo.

Perguntas ao palestrante

  1. Como os membros da congregação praticam a esmola (assistência caritativa aos pobres)? Que oportunidades sua congregação oferece para a prática da esmola?
  2. Quais práticas espirituais estão ajudando a moldá-lo como discípulo?
  3. Como a congregação se dedica coletivamente às práticas espirituais?
  4. O que torna a oração sincera no contexto do culto e da vida da congregação? O que sua congregação faz para ensinar a oração como prática espiritual?
  5. Considere o jejum como uma forma de voltar o foco para a justiça de Deus (ver Isaías 58). De que maneira os membros da congregação ou a própria congregação como um todo poderiam praticar um jejum sincero?
  6. Refletindo sobre nossa verdadeira capacidade, o que poderíamos fazer, como indivíduos ou como congregação, durante o período da Quaresma, para nos tornarmos mais sinceros em nossas práticas espirituais? Em quais práticas espirituais poderíamos nos dedicar durante a Quaresma para que nossos corações se aproximem mais de Deus?
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