Ferramentas de adoração
Esboço do Culto
Passagens bíblicas adicionais
Salmo 31: 9–16; Isaías 50:4–9a; Mateus 26:14—27:66
Preparação
Domingo da Paixão: Utilize esta liturgia quando o grupo não se reunir novamente até o Domingo de Páscoa. Se o seu grupo tiver outras oportunidades de adoração relacionadas aos eventos da Semana Santa, utilize a liturgia do Domingo de Ramos.
Distribua folhas de palmeira para a procissão durante o primeiro hino. Na parte da frente do local de culto, coloque uma grande cruz coberta com um tecido roxo para representar o período da Quaresma. Tenha um tecido preto à disposição para substituir o tecido roxo perto do final do culto, a fim de representar a Sexta-feira Santa e o Sábado Santo.
Prelúdio
Declaração de Convite
Sejam bem-vindos. Hoje, vocês estão convidados a embarcar nessa jornada com Cristo, acompanhando a Semana Santa, desde a entrada de Jesus em Jerusalém até o pé da cruz. Somos convidados a deixar que o hino a Cristo de Paulo, em Filipenses, guie nossa adoração e toque nossos corações hoje: “Tenham em vocês o mesmo sentimento que havia em Cristo Jesus…” (Filipenses 2:5)
Leitura das Escrituras do Hino a Cristo
Filipenses 2:5–11
Cantando um hino a Cristo
“Que essa atitude esteja em vocês”CCS169
Cante essa canção curta no estilo de Taizé, repetindo quantas vezes quiser. Convide instrumentistas para reforçar a melodia e percussionistas para ajudar a manter um ritmo constante.
Taizé (pronuncia-se: tay-zay) é um estilo musical de oração que teve origem em Taizé, na França. É simples e meditativo. O estilo Taizé geralmente inclui uma melodia que se repete continuamente e funciona como uma espécie de oração de concentração feita por meio da música. A música no estilo Taizé tende a ser fácil de aprender e memorizar. Por ser intencionalmente simples, as canções oferecem uma ótima maneira de levar a oração da mente para o coração.
O estilo de Taizé poderia ser comparado à maneira como um atleta se concentra na partida, ignorando as distrações. Essa música meditativa pode nos ajudar a deixar para trás a agitação do dia a dia e o mundo exterior para nos concentrarmos no Senhor.
OU “Aqui, ó Senhor, Teus servos se reúnem”CCS335
OU “Entre nossos pensamentos”CCS163
No início da semana, segundo o Evangelho de Mateus
A Entrada de Jesus em Jerusalém: Mateus 21:1–2, 6–11
Hino de Louvor
Peça que voluntários de várias gerações venham da parte de trás do espaço de culto, agitando folhas de palmeira e gritando “Hosana!” durante a apresentação dessa música. Coloque as folhas de palmeira aos pés da cruz.
“Toda a Glória, Louvor e Honra”CCS467
OU “Sanna, Sannanina” —cantar várias vezes até que a procissão termine CCS 469
OU “Halle, Halle, Aleluia” —cantar várias vezes até que a procissão termine CCS 86
Oração de Gratidão
Resposta
Leitura responsiva sobre o arrependimento
Líder: Como os gritos de “Hosana” desaparecem rapidamente.
Pessoal: Mas a gente tinha perguntas, tantas perguntas.
Líder: E quando as aulas terminavam?
Pessoas: Preparamos o cenáculo, como ele ordenou.
Líder: Ele ordenou que vocês se amassem uns aos outros.
Pessoas: Ele lavou nossos pés.
Líder: Ele ordenou que vocês se amassem uns aos outros.
Pessoas: Ele partiu o pão.
Líder: Ele ordenou que vocês se amassem uns aos outros.
Pessoas: Ele serviu o vinho.
Líder: Ele ordenou que vocês se amassem uns aos outros.
Povo: Quem é esse que nos dá ordens?
Líder: Cristo Jesus, “que, embora fosse na forma de Deus, não considerou a igualdade com Deus como algo a ser explorado…” (Filipenses 2:6)
Pessoal: Quem prepara essa mesa e lava nossos pés?
Líder: Cristo Jesus, que “esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de servo, nascendo à semelhança dos homens. E, sendo encontrado em forma humana…” (Filipenses 2:7)
Momentos de reflexão silenciosa
Oração pela paz
Acenda a vela da paz.
Oração
Espírito da Paz, ao nos aproximarmos deste momento, pedimos que os corações sejam libertos do conflito, que as mentes sejam libertas de pensamentos distorcidos, que as mãos sejam purificadas das obras que geram divisão. Pois sabemos que Jesus “se humilhou e se tornou obediente até a morte — e morte de cruz”. Perdoa-nos e ajuda-nos a enxergar a visão da paz, a ouvir a palavra da paz e a saborear o sabor da paz. Oramos em nome de Jesus, o Pacífico. Amém.
Sermão
Baseado em Filipenses 2:5-11
Meditação de Renovação
A ceia terminou. Você caminha com ele até o Monte das Oliveiras. Jesus ora no Getsêmani. Você pode fechar os olhos e imaginar a oração de Jesus: “Não seja feita a minha vontade, mas a tua.”
E então Jesus é preso e levado a julgamento. Você o segue e observa a cena. Ele é condenado. Ele carrega a cruz e você se esforça para acompanhá-lo. Ele chega ao Gólgota e lá você se ajoelha. Ele é crucificado. Ele profere suas últimas palavras e morre. Você está aos pés da cruz. Lembre-se sempre de que “ele se humilhou e se tornou obediente até a morte — e morte de cruz”. (Filipenses 2:8)
Hino aos pés da cruz
“Ó Cabeça Sagrada, Agora Ferida”CCS463
OU “Ah, Santo Jesus”CCS461
OU “Jesus, Lembre-se de Mim” —cantarvárias vezes (CCS 459)
Momentos de reflexão silenciosa
Leitura bíblica: Mateus 27:57-61
Retire o tecido roxo da cruz e substitua-o por um tecido preto.
A resposta generosa dos discípulos
Declaração
O Hino a Cristo em Filipenses nos lembra que “…Deus também o exaltou soberanamente e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:9-11) Qual é a nossa resposta?
Bênção e Recebimento dos Dízimos para Missões Locais e Mundiais
Hino “Esperando junto ao túmulo”
“Que Amor Maravilhoso”CCS454
OU “When I Survey the Wondrous Cross”,sem o final opcional–CCS457
Texto bíblico: Filipenses 2:5-11
Resposta cantada
“Que essa atitude esteja em vocês”CCS169
Pós-lúdio
Espaço Sagrado: Esboço para o Culto em Pequenos Grupos
Encontro
Bem-vindo
No Domingo da Paixão, refletimos sobre o início do sofrimento e da morte de Jesus ao entrar em Jerusalém. É um dia de contrastes: os gritos de alegria de “Hosana!” dão lugar às sombras da traição, do julgamento e da cruz. O Domingo da Paixão nos convida a caminhar com Jesus rumo ao coração da Semana Santa, abraçando tanto a esperança do reino de Deus (um reino de paz) quanto o preço do amor.
Oração pela paz
Toque o sino ou o carrilhão três vezes, lentamente.
Acenda a vela da paz.
Deus misericordioso e amoroso,
Ao agitar nossas palmas e clamar “Hosana”, estamos no limiar tanto do triunfo quanto da tristeza.
Ansiamos pela paz — uma paz que perdura em meio ao sofrimento, uma paz que se recusa a ser silenciada pelo medo, uma paz que nos conduz através da traição, da negação e da sombra da cruz.
Ao relembrarmos as multidões que receberam Jesus com alegria,
ajude-nos também a lembrar com que rapidez os gritos de “Hosana” se transformaram em “Crucifica-o”.
Dê-nos coragem para seguir a Cristo não apenas nos momentos de celebração,
mas também no caminho árduo do amor que carrega o peso da dor do mundo.
Que a tua paz se enraíze em nós,
uma paz que clama por justiça quando, de outra forma, as pedras teriam de gritar.
E ao entrarmos nesta Semana Santa,
acompanha-nos, ó Deus — através dos aplausos e do silêncio,
através da ruptura e da bênção,
através da morte rumo à vida.
Em nome daquele que se esvaziou por amor,
Amém.
Prática espiritual
Oração do Corpo
Diga em voz alta: Hoje, nossa prática espiritual será uma oração corporal.
Mostre aos membros do grupo as três posturas que eles irão adotar neste exercício espiritual:
- Primeira postura — cabeça inclinada para baixo, com as mãos cruzadas
- Segunda postura — sentado ou em pé, com os braços estendidos para os lados
- Terceira postura — ambas as mãos postas sobre o coração.
Diga: “Um sinal sonoro indicará quando passar para a próxima postura. Vocês não farão nenhuma oração com palavras. Em vez disso, concentrem-se em perceber que tipo de oração deseja surgir de vocês enquanto mantêm cada postura.”
Conduza o grupo a fazer três respirações profundas e purificadoras como preparação. Toque um sino.
Primeira postura: abaixe a cabeça e junte as mãos (um minuto). Toque um sino.
Segunda postura: Sente-se ou fique em pé com os braços estendidos para os lados (um minuto). Toque um sino.
Terceira postura: Junte as mãos sobre o coração (um minuto). Toque um sino.
Encerre com um “Amém” dito em voz alta.
Convide os participantes a compartilharem o que vivenciaram ao se envolverem na oração corporal.
Compartilhando à mesa
Filipenses 2:5-11 NRSVue
Tenham em vocês o mesmo sentimento que havia em Cristo Jesus,
que, embora existisse na forma de Deus,
não considerou a igualdade com Deus
como algo a ser alcançado,
mas esvaziou-se a si mesmo,
assumindo a forma de um servo,
tornando-se semelhante aos homens.
E, sendo encontrado em aparência como um homem,
ele se humilhou
e tornou-se obediente até a morte —
até mesmo a morte na cruz.
Por isso, Deus o exaltou ainda mais
e lhe deu o nome
que está acima de todo outro nome,
para que, ao nome dado a Jesus
todo joelho se dobre,
nos céus, na terra e debaixo da terra,
e toda língua confesse
que Jesus Cristo é o Senhor,
para a glória de Deus Pai.
A passagem de hoje é frequentemente chamada de “hino de Cristo” ou hinoda Kenōsis, termo derivado da palavra grega que significa “esvaziamento”. Antes de nos aprofundarmos na passagem bíblica de hoje, é importante considerar o contexto de toda a carta.
O apóstolo Paulo escreveu aos seguidores de Jesus em Filipos, uma importante cidade da Macedônia e uma colônia romana. A cidadania romana trazia certos privilégios, mas também significava que os filipenses eram profundamente influenciados pela cultura romana, incluindo sua rígida hierarquia e suas estruturas de poder.
Paulo provavelmente teve quatro motivos principais para escrever. Primeiro, ele havia fundado a igreja e mantinha uma ligação estreita com ela, embora não os visse há anos. Sabendo que ele estava na prisão, eles estavam preocupados, e ele queria assegurar-lhes que continuava alegre e confiante. Segundo, ele estava agradecendo-lhes por uma oferta enviada em sinal de apreço por sua amizade e liderança. Terceiro, alguém estava viajando para Filipos — uma rara oportunidade de entregar a carta em segurança. Em quarto lugar, ele queria abordar desafios sérios: perseguição, oposição de ensinamentos concorrentes e tensões internas, provavelmente relacionadas a divergências de liderança.
Essa última razão ajuda a explicar por que Paulo incluiu o hino a Cristo. Os estudiosos debatem se Paulo o escreveu ou se utilizou um poema cristão primitivo já existente. De qualquer forma, ele o utilizou para encorajar e fortalecer a comunidade.
O hino narra poeticamente a história de Jesus. Embora seu significado seja, por vezes, objeto de debate, a intenção de Paulo é clara: os seguidores de Jesus devem adotar a mentalidade dele. Devem pensar e agir como Cristo diante de suas dificuldades.
O hino apresenta Jesus como o modelo de humildade e obediência. Em vez de reivindicar sua condição divina, ele se tornou um servo. Como escreveu o teólogo Gregório de Nissa, do século IV: “O poder transcendente de Deus se manifesta de forma mais evidente na humildade da encarnação de Cristo do que em todas as maravilhas naturais do universo”. Jesus seguiu a vontade de Deus, mesmo que isso significasse uma morte humilhante na cruz. Por causa de sua obediência, ele agora é exaltado (vv. 10–11).
O hino ecoa o apelo de Paulo à obediência humilde. Ele exorta os filipenses a deixarem de lado o ego e a ambição em prol do bem da comunidade. Se permitirem que a mente de Cristo os guie, coisas extraordinárias podem acontecer — aproximando-os do Reino da Paz.
Como escreve a teóloga Amy Plantinga Pauw: “Temos a mesma mentalidade que havia em Cristo Jesus quando resistimos a modelos de poder ambiciosos e egoístas; quando renunciamos à exploração e à indiferença desprovida de amor.” (Adaptado de Sermon and Class Helps Year A)
Perguntas
- Como você reage quando se sente vulnerável ou inseguro? Como seria a humildade à maneira de Cristo nesses momentos?
- O que significa “esvaziar-se” no espírito de Cristo? O que talvez seja necessário abrir mão?
- Como eu/nós lidamos com divergências dentro da comunidade? Como eu/nós ouvimos para compreender, ou tendemos a nos defender?
- Como é que nós, como comunidade, somos chamados a nos esvaziar em prol dos outros?
Enviando
Declaração de Generosidade
Os discípulos fiéis respondem a uma consciência cada vez maior da generosidade abundante de Deus compartilhando de acordo com os desejos de seus corações; não por mandamento ou obrigação.
—Doutrina e Convênios 163:9
A cesta de ofertas está à disposição caso você deseje apoiar os ministérios em andamento dos pequenos grupos como parte de sua resposta generosa. Esta oração de oferta foi adaptada do livro *A Resposta Generosa de um Discípulo*:
Deus da alegria, compartilhamos com o coração cheio de alegria em resposta à presença de Teu Filho. Que as oferendas que compartilhamos tragam alegria, esperança, amor e paz à vida das pessoas, para que elas possam experimentar Tua misericórdia e Tua graça. Amém
Convite para a próxima reunião
Hino de encerramento
CCS469, “Sanna, Sannanina”
Oração de encerramento
Opções adicionais, dependendo do grupo
Sacramento da Ceia do Senhor
Escritura da Comunhão
Escolha uma passagem bíblica para ler dentre as seguintes opções: 1 Coríntios 11:23–26; Mateus 26:17–30; Marcos 14:12–26; Lucas 22:7–39.
Declaração sobre a Comunhão
Todos são bem-vindos à mesa de Cristo. A Ceia do Senhor, ou Comunhão, é um sacramento no qual relembramos a vida, a morte, a ressurreição e a presença contínua de Jesus Cristo. Na Comunidade de Cristo, também vivenciamos a Comunhão como uma oportunidade de renovar nossa aliança batismal e de sermos formados como discípulos que vivem a missão de Cristo. Outros podem ter interpretações diferentes ou adicionais dentro de suas tradições religiosas. Convidamos todos os que participam da Ceia do Senhor a fazê-lo no amor e na paz de Jesus Cristo.
Neste Domingo da Paixão, vamos nos encontrar com Jesus à mesa, lembrando que Jesus trilhou um caminho difícil por amor — amor por você, amor por mim, amor pelo mundo inteiro. Como preparação, vamos cantar a música 523do “Community of Christ Sings”, “As We Gather at Your Table”.
Abençoar e distribuir o pão e o vinho.
Reflexões para as crianças
O Caminho à Frente
Você vai precisar de:
- Um pequeno ramo de palmeira ou uma palmeira de papel para cada criança
- Uma cruz simples (de madeira ou de papel)
Faça esta pergunta:“Hoje é um dia especial no calendário da nossa igreja. Alguém sabe por que, às vezes, chamamos esse dia de Domingo de Ramos?”
Dê tempo para as respostas. Reforce as respostas e diga:
“Isso mesmo! É o dia em que lembramos quando Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumento, e as pessoas agitavam ramos de palmeira e gritavam ‘Hosana!’, que significa ‘Salve-nos!’”
Erguam os ramos de palmeira:
Quando o povo agitava esses ramos, estava animado. Achavam que Jesus estava vindo para ser seu rei e melhorar tudo. Mas Jesus sabia algo que eles não sabiam… O caminho à frente seria muito difícil.
Erga a cruz:
Hoje também lembramos que esse foi oinício deuma semana muito triste e difícil para Jesus. Os gritos de “Hosana!” logo se transformariam em gritos de “Crucifica-o!”. Jesus sabia que o sofrimento estava por vir — mas continuou em frente por amor. Ele sabia que o amor de Deus era maior do que o medo, a dor ou até mesmo a morte.
Faça esta pergunta:Quais são algumas coisas que são difíceis ou assustadoras para nós, mas que fazemos porque amamos alguém?
Dê tempo para algumas respostas curtas e, em seguida, diga:
Assim como fazemos coisas difíceis por amor, Jesus trilhou um caminho difícil por amor — amor por você, amor por mim, amor pelo mundo inteiro.
De que maneiras podemos fazer coisas difíceis por amor e “caminhar com Jesus” nesta semana? Alguma ideia?Valorize todas as respostas.
Tudo bem, vamos fazer uma oração e, no final, todos vamos dizer “Hosana! Amém!”. Repitam comigo uma vez: “Hosana! Amém!”
Oração:Deus amoroso, obrigado por Jesus, que nos mostra como é o amor — por nos ensinar que o amor é corajoso, forte e gentil.Ajude-nos a seguir Jesus, nesta semana e sempre… mesmo quando o caminho for difícil.
Hosana! Amém.”
Recursos para sermões
Explorando as Escrituras
A passagem de hoje é comumente chamada de “hino de Cristo”. Também é conhecida como o hinoda Kenōsis, palavra grega que significa “esvaziamento”. Antes de explorarmos esses versículos, é útil considerar a carta da qual eles foram extraídos.
O apóstolo Paulo escreveu esta carta aos seguidores de Filipos, uma cidade importante da Macedônia. Essa cidade era o centro urbano de uma colônia romana. Embora isso significasse que os moradores tinham alguns privilégios, como a cidadania romana, também significava que eles estavam mais expostos à cultura romana e mais influenciados por ela do que a maioria das pessoas que viviam em áreas ocupadas pelo Império. O modelo romano de poder hierárquico estava sempre presente.
Parece que provavelmente houve quatro motivos principais pelos quais Paulo escreveu esta carta aos filipenses. Primeiro, ele havia fundado a igreja naquele lugar e mantinha uma ligação estreita com o povo, embora não os visse há anos. Paulo tomou conhecimento de que eles sabiam que ele estava preso. Ele queria que soubessem que ainda estava cheio de alegria e confiança no futuro, apesar de seu aprisionamento. Segundo, ele queria agradecer-lhes pela oferta que lhe enviaram em sinal de apreço por sua amizade e liderança. Em terceiro lugar, ele sabia de alguém que estava viajando para Filipos e que poderia levar a carta por ele. Aproveitar essas oportunidades para a entrega de mensagens era prática comum na época. Em quarto lugar, Paulo queria abordar algumas dificuldades que a igreja estava enfrentando, das quais ele havia ouvido falar. Entre elas estavam as perseguições que estavam sofrendo, a oposição de outros grupos que pregavam um evangelho diferente e as tensões dentro da congregação, aparentemente causadas por uma diferença no estilo de liderança.
Essa última razão ajuda a explicar por que Paulo incluiu o hino a Cristo em sua carta. Estudiosos e teólogos não têm certeza se se tratava de um hino de verdade, escrito por outra pessoa, ou de algo que o próprio Paulo escreveu. Mas ele o utilizou nessa carta para encorajar as pessoas e exortá-las a permanecerem firmes em sua fé.
A parte da carta apresentada em forma poética narra a história de Jesus. Os estudiosos sugerem que o significado exato é difícil de interpretar. No entanto, parece claro que Paulo queria sugerir aos discípulos de Filipos que olhassem para aquele a quem se esforçavam por seguir. Eles deveriam deixar que a mente (o pensamento) de Cristo fosse o seu próprio pensamento ao enfrentarem os diversos desafios.
O hino proclama a encarnação de Deus em forma humana (Jesus) como o modelo supremo de humildade e obediência a ser seguido pelos filipenses. Em vez de se proclamar Deus, ele assumiu a vida como um humilde servo. Como escreveu Gregório de Nissa (um líder da igreja do século IV): “O poder transcendente de Deus se manifesta de forma mais evidente na humildade da encarnação de Cristo do que em todas as maravilhas naturais do universo”. Jesus seguiu obedientemente a orientação de Deus — até mesmo a uma morte inglória na cruz. Por causa de sua humilde obediência, Cristo é exaltado (vv. 10-11).
Paulo exorta o povo a essa obediência humilde em meio às dificuldades, ao incluir esse hino em sua carta. Ele os desafia a deixar de lado seus egos, interesses e pensamentos, que podem não contribuir para o bem da comunidade. Se cada um deixar que a mente de Cristo habite nele, acontecimentos maravilhosos e gloriosos poderão ocorrer, levando, por fim, ao Reino da Paz na Terra.
A autora Amy Plantinga Pauw descreve o que isso pode significar: “Temos a mesma mente que havia em Cristo Jesus quando resistimos a modelos de poder ambiciosos e egoístas; quando renunciamos à exploração e à indiferença desprovida de amor.”1
Ideias centrais
- A encarnação é o modelo supremo de humildade e obediência exigido dos seguidores de Filipos.
- Para seguir verdadeiramente a Cristo, os discípulos devem se esforçar constantemente para que a mente dele esteja neles, em vez de se deixarem levar por seus próprios pensamentos e interesses.
Perguntas ao palestrante
- Quando você já passou por dificuldades ao tentar promover suas ideias e, então, sentiu a presença do Espírito Santo lhe proporcionando uma maneira diferente de pensar e lidar com a situação?
- Que práticas espirituais poderiam ajudá-lo a permitir que a mente de Cristo realmente esteja em você?
- Descreva uma ocasião em que você tenha testemunhado um grupo de discípulos se esvaziarem e permitirem que a mente de Cristo os preenchesse mais plenamente, a fim de conseguirem chegar a um consenso sobre algo desafiador ou controverso.
Aulas
Aula para adultos
Passagem bíblica em destaque
Filipenses 2:5–11
Foco da aula
A Mente de Cristo
Objetivos
Os alunos irão…
- aprofundar-se no texto por meioda Lectio Divina.
- explorar a dinâmica da liderança eficaz por meio do exemplo de Cristo.
- Reflita sobre a mentalidade de Jesus que influenciou suas ações.
- descubra maneiras de permitir que a mente de Cristo habite em você.
Materiais
- Bíblia
- Papel e canetas ou lápis
- Comunidade de Cristo Canta(CCS)
Notas adicionais
Para se preparar para esta aula, leia “Explorando as Escrituras” sobre Filipenses 2:5–11 no livroSermon & Class Helps, Novo Testamento (com ênfase nas Cartas),pp. 59–60, disponível pela Herald House.
Reunir
Ativa o conhecimento prévio, prepara e motiva os alunos para a aula (15% do tempo total da aula)
Lectio Divina
Disponibilize papel para quem quiser anotar suas reflexões durante esta prática.
Leia em voz alta Filipenses 2:5–11.
Considere o seguinte:
- Que palavras ou imagens vêm à sua mente quando você ouve essa passagem das Escrituras?
- Leia uma segunda vez. Quais verbos de ação chamam sua atenção?
- Leia pela terceira vez. Quais características de Cristo se destacam?
Participar
Incentiva a exploração e a interação (35% do tempo da aula)
O apóstolo Paulo escreveu esta carta aos seguidores em Filipos. Anos antes, ele havia fundado a igreja naquela cidade e mantinha um vínculo especial com o povo. Filipos era uma cidade situada no centro de uma colônia romana, onde a natureza hierárquica da cultura romana influenciava a população. Paulo escreveu para lhes garantir sua alegria e confiança no futuro, apesar de estar preso. Ele também queria agradecer-lhes pelo apoio e abordar algumas dificuldades que a igreja estava enfrentando.
Seus queridos amigos enfrentavam oposição de outros grupos que defendiam uma mensagem evangélica diferente e lidavam com tensões na congregação decorrentes de estilos de liderança conflitantes. Esta carta inclui o que alguns chamam de “Hino a Cristo”. Sua origem é incerta, mas Paulo o utiliza para encorajar as pessoas a permanecerem firmes diante das adversidades e a se lembrarem da história da vida, das promessas e do exemplo de Jesus. Ele lhes lembra que Jesus é o exemplo supremo de liderança.
Líderes eficazes deixam de lado suas próprias ambições, egos, interesses e pensamentos e buscam ter a “mente de Cristo”. Eles se perguntam: O que Jesus pensaria? Como Jesus reagiria? O que Jesus faria? Aproximar-se de Jesus e permitir que Seus pensamentos habitem em nossa própria mente nos guiará a ações adequadas e nos levará à construção do reino da paz.
Paulo também disse em Filipenses 2:3–4: “Não façam nada por ambição egoísta ou por vaidade, mas, com humildade, considerem os outros superiores a vocês mesmos. Que cada um de vocês não busque seus próprios interesses, mas os interesses dos outros.”
- O que Paulo está pedindo para as pessoas fazerem?
- Dê um exemplo atual em que essa recomendação possa ser útil.
- De que maneira seguir o conselho dele contribuiria para a construção do Princípio Duradouro da Unidade na Diversidade?
Unidade na Diversidade
- A Comunidade de Cristo é uma família diversificada e internacional de discípulos, pessoas em busca de respostas e congregações.
- Os ministérios locais e mundiais são interdependentes e importantes para a missão da igreja.
- A igreja valoriza a diversidade e a unidade por meio do poder do Espírito Santo.
- Buscamos um acordo ou consenso em questões importantes. Se não conseguirmos chegar a um acordo, nos comprometemos a manter um diálogo contínuo e a defender com amor nossa fé comum em Jesus Cristo e a missão da igreja.
- Confessamos que nossa falta de consenso sobre certas questões causa dor a alguns dos filhos amados de Deus e à criação.
—“Sharing in Community of Christ”, 4ª edição, p. 31
Responder
Leva os alunos da compreensão auditiva à prática (35% do tempo da aula)
Paulo exorta: “Tenham em vocês o mesmo sentimento que havia em Cristo Jesus” (v. 5).
Para termos a mesma atitude que existe em Cristo Jesus, devemos resistir aos modelos de poder ambiciosos e egoístas. Para “estarmos de acordo”, é preciso que ocorra um “esvaziamento”. No momento da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, que celebramos no Domingo de Ramos, Jesus sabia que seu futuro era curto e que seria doloroso e confuso para seus discípulos. No entanto, a jornada rumo à cruz para o Filho de Deus não tinha como objetivo conquistar glória, honra, riqueza ou poder terrenos. Jesus liderou por meioda “kenosis”, ou “esvaziamento”, para se tornar um servo de todos. Essa mesma humildade é exigida de todos os que seguem a Jesus.
- Na cultura individualista e fragmentada de hoje, não é tão fácil esvaziar a mente para assumir a mente de Cristo. De que maneira ter a mente de Cristo nos ajudaria a lidar com questões de raça, gênero, orientação sexual, classe social, capacidade, idade, doença mental e outras questões em que ocorre injustiça?
- Dedique alguns instantes para descrever a “mente” de Cristo.
- Que abordagem ajudaria a comunidade da sua igreja a promover a unidade na diversidade, ao mesmo tempo em que busca a vontade de Deus para a congregação?
- Que prática espiritual poderia ajudar você ou sua congregação a assumir a mente de Cristo?
Enviar
Explora como a aula pode ser vivida (10% do tempo da aula)
Dedique algum tempo à passagem bíblica de hoje durante esta semana. Pense em Paulo como seu pastor, encorajando sua congregação com este conselho de Filipenses 2:1–2.
Se, portanto, há algum incentivo em Cristo, algum consolo no amor, alguma comunhão no Espírito, alguma compaixão e solidariedade, completem a minha alegria: tenham o mesmo sentimento, o mesmo amor, estejam em plena harmonia e sejam unânimes.
Escreva em seu diário sobre suas reflexões espirituais.
Abençoe
Momento de oração, louvor, bênção e esperança (5% do tempo da aula)
Encerre a sessão lendo em voz alta, mais uma vez, Filipenses 2:1–11.
Aula para Jovens
Passagem bíblica em destaque
Filipenses 2:5–11
Foco da aula
Tenham em vocês o mesmo sentimento que havia em Cristo Jesus.
Objetivos
Os alunos irão…
- explorar o que significa imitar — e não apenas personificar — Cristo.
- refletir sobre os desafios atuais de ter a mesma mentalidade que Jesus.
Materiais
- Bíblia
- Papel e canetas ou lápis
- Comunidade de Cristo Canta(CCS)
Nota para o professor
Para se preparar para esta aula, leia “Explorando as Escrituras” sobre Filipenses 2:5–11 no livroSermon & Class Helps, Ano B: Novo Testamento (com ênfase nas Cartas), pp. 59–60, disponível pela Herald House.
Reunir
Ativa o conhecimento prévio, prepara e motiva os alunos para a aula (15% do tempo total da aula)
Comece a discussão perguntando à turma: Quem é uma pessoa que vocês admiram e se esforçam para ser como ela? Que qualidades vocês admiram nessa pessoa? Convide-os a refletir sobre estilo, aparência, personalidade, palavras ou ações, talentos etc.
Depois que todos tiverem compartilhado, convide-os a refletir sobre quaisquer semelhanças ou diferenças nas descrições de cada um.
- Alguém citou Jesus como alguém que admira ou com quem gostaria de se parecer? Por que sim ou por que não?
Participar
Incentiva a exploração e a interação (35% do tempo da aula)
A passagem bíblica de hoje é uma carta de Paulo aos filipenses. Ela inclui um hino que descreve Jesus como a revelação de Deus e sua verdadeira natureza na Terra, que é humilde e existe por amor ao próximo. Paulo oferece palavras de esperança e otimismo, apesar de sua situação, já que escrevia da prisão.
Leia Filipenses 2:5–11.
Paulo utilizou parte da letra de um hino para ajudar a formar os crentes de Filipos em um grupo forte, capaz de resistir e vencer as dificuldades que enfrentavam em seu contexto e cultura. Nós também cantamos hinos que orientam ou moldam nosso discipulado, que nos conduzem pela história sagrada da vida de Jesus e que nos ajudam a aprender e lembrar o que significa ter a mente de Jesus Cristo em nós.
- Quais são os hinos ou canções de acampamento que têm um significado especial para você ou para sua jornada de discipulado?
- O que há nesse hino ou nessa música que você considera significativo?
Paulo convida os leitores a imitarem Cristo em seus relacionamentos uns com os outros. Ele incentiva a igreja a imitar Cristo, e não a fingir ser Ele. Imitar Cristo é reconhecer que não somos perfeitos. O objetivo de uma vida à imagem de Cristo não é fingir ser Cristo, mas viver de forma a buscar imitar Cristo em nossas vidas.
- Qual é a diferença entre uma imitação e uma representação? (Quem faz uma imitação tenta parecer, soar ou agir como alguém que não é. Quem faz uma representação é uma pessoa que se esforça para estar à altura ou se tornar como alguém que não é.)
- Por que essa diferença é importante?
Responder
Leva os alunos da compreensão auditiva à prática (35% do tempo da aula)
Alguém do grupo sabe imitar alguma celebridade ou comediante? Permita que façam pequenas imitações. Peça à turma para identificar quem a imitação representa.
- Você conhece alguém que faz imitações? (Reserve um tempo para que os alunos compartilhem suas respostas.)
- O que faz com que as imitações sejam tão engraçadas para nós?
O versículo 5 diz: “Tenham em vocês o mesmo sentimento que havia em Cristo Jesus.”
- O que significa estar de acordo?
- Você já passou por uma situação em que seus pensamentos, opiniões e ações coincidiram com os de outra pessoa? Como foi isso? Vocês se pegaram dizendo as mesmas coisas? Foi surpreendente? Confuso? Divertido? Irritante?
Enviar
Explora como a aula pode ser vivida (10% do tempo da aula)
Usando palavras ou criando imagens, convide a turma a descrever Jesus, incluindo detalhes sobre sua aparência e o que ele fez.
Estamos acostumados a ver Jesus retratado com uma túnica longa, calçando sandálias, caminhando por estradas empoeiradas. Ele tem cabelos longos e barba. Nós o vemos em barcos com pescadores, montado em um burro, curando, ensinando e pregando, além de outras imagens relacionadas a passagens bíblicas.
- Se Jesus estivesse vivo e ensinando e pregando nos dias de hoje, na nossa cidade, como você acha que ele seria? Pense em como seria a aparência dele. O que ele vestiria. Como ele se locomoveria. Ele estaria nas redes sociais? Como seria a conta dele? Que tipo de coisas ele postaria? Com quem você acha que ele sairia? Aonde ele iria? Qual seria a mensagem dele para as pessoas hoje? Jesus seria o tipo de pessoa com quem você gostaria de sair?
- Você acha que seria difícil ter a mesma mentalidade que Jesus? Por que sim ou por que não?
Abençoe
Momento de oração, louvor, bênção e esperança (5% do tempo da aula)
Encerre a aula lendo ou cantando uma das músicas que os alunos consideraram significativas na seção “Engage”.
Aula para crianças
Passagem bíblica em destaque
Filipenses 2:5–11
Foco da aula
Sigamos o exemplo de Jesus, alinhando nossa mente à mente de Jesus.
Objetivos
Os alunos irão…
- tentar “entrar na cabeça de alguém”.
- discuta e resuma Filipenses 2:5–11.
- fazer pulseiras com a sigla WWJD.
Materiais
- Papel para cartaz ou quadro branco e marcadores
- Papel em branco e lápis ou canetas hidrográficas
- Cartas de cenários, para recortar (final da aula)
- Contas para cada aluno com as letras WWJD
- Contas coloridas variadas
- Cordão, fio ou elástico
- Bíblia Infantil
Notas para o professor
Para se preparar para esta aula, leia “Explorando as Escrituras” sobre Filipenses 2:5–11 no livroSermon & Class Helps, Ano B: Novo Testamento (com ênfase nas Cartas), pp. 59–60, disponível pela Herald House.
Reunir
Ativa o conhecimento prévio, prepara e motiva os alunos para a aula (15% do tempo total da aula)
Coloque o cartaz ou o quadro branco em um local onde as crianças possam ver. Peça que elas formem duplas. Um dos parceiros senta-se à mesa com papel e lápis, de costas para o cartaz ou quadro. Ele não deve conseguir ver o quadro (cartaz). O outro parceiro senta-se de costas para o primeiro, olhando para o quadro. Ele não deve conseguir ver o papel do parceiro. Quando todos estiverem sentados corretamente, desenhe um desenho aleatório no quadro. O parceiro de frente para o quadro deve então tentar explicar ao outro como desenhar o desenho. O parceiro que está desenhando não pode fazer perguntas. Quando terminarem de desenhar, deixe que olhem um para o outro e para os desenhos para comparar. Se o tempo permitir, peça aos parceiros que troquem de papéis. Depois, faça as seguintes perguntas para discussão:
- Os seus desenhos chegaram a corresponder ao meu projeto?
- O que foi difícil em ter que explicar como desenhar?
- O que foi difícil em fazer o desenho com base na explicação?
- De certa forma, vocês estavam tentando “entrar na cabeça um do outro” para entender exatamente o que a outra pessoa estava tentando transmitir. Teria ajudado saber o que a outra pessoa estava pensando e vendo. Que tipo de coisas podemos fazer para nos ajudar a entender o que se passa na cabeça de alguém?
Participar
Incentiva a exploração e a interação (35% do tempo da aula)
A passagem bíblica de hoje é uma carta escrita aos filipenses sobre ter a mesma atitude de Jesus. Ter a mesma atitude não significa que tenhamos o mesmo cérebro. Você já ouviu falar da sigla WWJD — O que Jesus faria? Os cristãos seguem os ensinamentos de Jesus e se concentram no exemplo que Ele nos deu. Nós nos esforçamos para alinhar nossos pensamentos e ações ao que Jesus faria.
Deixe as crianças lerem, uma por vez, Filipenses 2:5–11 e, em seguida, faça as seguintes perguntas:
- De acordo com a passagem das Escrituras, Jesus assumiu a forma de quê? (escravo, ser humano)
- O que Jesus fez enquanto esteve na Terra? (humilhou-se; tornou-se obediente)
- Como Jesus foi obediente a Deus e sacrificou a própria vida, Deus o exaltou. O que significa ser exaltado? (ser tido em alta conta; ser estimado)
- Isso significa que precisamos sacrificar nossas próprias vidas para sermos obedientes a Deus e sermos exaltados?
- O último versículo diz que “toda língua deve confessar que Jesus Cristo é o Senhor”. O que significa “confessar”? (admitir) Como confessamos que Jesus Cristo é o Senhor?
Em conjunto com a turma, formulem uma frase que resuma a lição bíblica de hoje. Escrevam a frase no quadro ou em um cartaz, de modo que fique visível para todos na sala de aula.
Responder
Leva os alunos da compreensão auditiva à prática (35% do tempo da aula)
Os cristãos se esforçam para seguir o exemplo de Jesus e seus ensinamentos. Jesus ensinou às pessoas sobre o amor de Deus por meio de suas palavras e ações. Nós também devemos demonstrar o amor de Deus às pessoas da nossa comunidade, seguindo o exemplo que Jesus nos deu. Hoje vamos praticar seguir o exemplo de Jesus por meio de nossas ações.
Peça às crianças que se alinhem em fila indiana, de costas para você. Esse jogo é parecido com o “Telefone”, mas com ações. Entregue à primeira criança da fila um cartão com um cenário; depois que ela tiver lido o cartão em silêncio, ela deve dar um tapinha no ombro da segunda criança da fila. A segunda criança da fila deve se virar e ficar de frente para a primeira. A primeira criança da fila, então, representa o cenário sem falar. A segunda criança na fila então se vira de novo, dá um tapinha no ombro da terceira pessoa na fila e tenta repetir as ações que observou a primeira pessoa realizando. Depois de fazer isso, a terceira pessoa na fila se vira de novo e dá um tapinha no ombro da quarta pessoa. Isso continua até que as ações do cenário tenham passado por toda a fila. A última pessoa na fila então adivinha o que estava no cartão de cenário.
Jogue uma segunda rodada, permitindo que outra criança seja a primeira da fila usando uma carta de cenário diferente. Jogue várias rodadas, conforme o tempo permitir. Em seguida, discutam:
- Foi fácil ou difícil transmitir a mensagem?
- Você conseguiu transmitir a mensagem com sucesso por toda a linha? Por que sim ou por que não?
- Você acha que é sempre fácil seguir o exemplo de Jesus e divulgar o amor de Deus? O que torna isso um desafio?
- Que habilidades você precisava para ter mais sucesso? (concentração, mente aberta, conhecimento)
- O que você pode fazer para se concentrar melhor em Jesus?
Enviar
Explora como a aula pode ser vivida (10% do tempo da aula)
A declaração de missão da Comunidade de Cristo é: Proclamamos Jesus Cristo e promovemos comunidades de alegria, esperança, amor e paz.
“Isso significa que acreditamos em Jesus e seguimos seus ensinamentos.” “Proclamamos Jesus Cristo” significa que procuramos alinhar nossas palavras e ações com o que Jesus ensinou. Uma boa maneira de fazer isso é nos perguntarmos: o que Jesus faria nas situações em que nos encontramos? Na verdade, perguntamos: “Minha maneira de pensar está alinhada com a de Jesus?” Para ajudar vocês a se lembrarem disso, vamos fazer pulseiras com a sigla WWJD (What Would Jesus Do, ou “O que Jesus faria?”).
Dê a cada criança o cordão, a linha ou o elástico e as contas com as letras WWJD. Deixe que as crianças façam suas próprias pulseiras usando as quatro letras e quaisquer outras contas coloridas que escolherem. Quando terminarem, ajude-as a dar um nó. Convide-as a usar a pulseira como um lembrete.
Abençoe
Momento de oração, louvor, bênção e esperança (5% do tempo da aula)
Peça à turma que forme um círculo. Peça às crianças que coloquem a mão que está usando a pulseira no centro. Peça às crianças que repitam depois de você.
Querido Deus (repita)
Obrigado por enviar Jesus para ser nosso exemplo. (repita)
Quero ser como Jesus. (repita)
Ajude-me a ter a mesma atitude que Jesus. (repita)
Ajude-me a ser um exemplo do seu amor para todos. (repita)
Farei o meu melhor para segui-lo. (repita)
Amém. (repita)
Cartas de Cenário
Jesus cura um cego.
Jesus alimenta a multidão com 5 pães e 2 peixes.
Jesus acalma as águas enquanto ele e seus discípulos navegam em um barco.
Jesus ressuscita Lázaro dos mortos.
Jesus fala às multidões sobre o amor de Deus.
Jesus transforma água em vinho nas bodas.