Romanos 4:13-25

31 minutos de leitura

Cresça na fé (Cresça)

Tempo Comum (5º Domingo)
Quando usar: 7 de junho de 2026
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Ferramentas de adoração

 

Esboço do culto

Comunhão incluída     

Outras passagens bíblicas  

Gênesis 12:1-9; Salmo 33:1-12; Mateus 9:9-13, 18-26

Preparação  

Distribua cartões de 3×5 e algo para escrever a cada pessoa assim que ela entrar, para serem usados durante a Atividade “Resposta Generosa dos Discípulos”.Disponibilize um prato para receber as ofertas e uma cesta para receber os cartões.   

Prelúdio  

Alegrias e preocupações   

Canção de abertura: Confiança  

“Louvado seja o Deus de Abraão”CCS 94 

OU “Sopra sobre mim, Sopro de Deus”CCS 190  

Incentive os participantes a cantarem em idiomas diferentes do seu. 

Boas-vindas e passagem bíblica de boas-vindas  

Doutrina e Convênios 157:16b, 17    

Chamada à adoração – Resposta – Leitura 

Líder: Podemos confiar em Ti, Deus? Quando estamos cercados por engano e corrupção? 

Todos: Podemos confiar em Ti, Deus. Tu nos amas, embora não possamos realmente compreender isso. 

Líder: Podemos confiar na tua graça, Deus? 

A todos: Nossa confiança na tua graça nos traz esperança.   

Líder: Como podemos ter esperança quando a vida é difícil?  

A todos: Nossa fé nos une a vocês neste mundo incerto. 

Líder: O que podemos fazer para conhecer verdadeiramente a tua graça, Deus? 

A todos: Vamos nos esforçar para crescer na fé, a fim de conhecer verdadeiramente a tua graça. 

Líder: Nós depositamos nossa esperança em ti, Deus, por causa da tua justiça revelada na fé de Jesus, em sua vida, em seu sacrifício e em sua ressurreição. 

 Hino de abertura: Fé  

“Louvemos a Fonte da Fé e do Conhecimento”CCS174 

OU “Com ternura, com ternura, guia-me”CCS256    

Oração pela paz  

Acenda a vela da paz 

Oração do Exame 

A oração do Exame é uma forma de oração desenvolvida por Santo Inácio de Loyola (1491–1556). Geralmente é uma oração para o final do dia, mas pode ser usada a qualquer momento como uma forma de fazer uma reflexão com Deus. A intenção é reconhecer onde precisamos de perdão e cura, reconciliação e renovado compromisso. A seguir, apresentamos uma versão adaptada da oração do Exame. Conduza o grupo pela oração, linha por linha. Não tenha pressa, convidando-os a orar e meditar sobre cada frase. 

Obrigado, Deus, pelos dons da vida e deste dia. 

Ajuda-nos a ver este dia tal como o vivemos e à luz da Tua vontade. 

Vamos refletir sobre os acontecimentos, as interações e as emoções do dia. 

Compartilhe conosco como nossas respostas foram positivas, revigorantes ou reconfortantes. 

Ajude-nos a perceber de que maneiras nossas reações podem ter sido insensíveis, desamorosas ou prejudiciais aos outros, à criação ou a nós mesmos. 

Que possamos encontrar, em tua graça e misericórdia: perdão, cura, reconciliação e libertação. 

Deus, entregamos o nosso amanhã a Ti. Que estejas presente em nossos pensamentos, ações e relacionamentos, à medida que avançamos para viver um novo dia na presença de Cristo. 

Todos: Cristo seja a nossa paz. Amém. 

Resposta 

Leitura bíblica: Romanos 4:13-25 

Ministério da Música OU Hino Comunitário da Fé 

“Deus dos Séculos”CCS 7 

OU “Que Sólido Alicerce”CCS250 

Homilia 

Baseado em Romanos 4:13-25 

A resposta generosa dos discípulos  

Atividade  

Peça aos participantes que escrevam em cartões sobre uma ocasião em que sua fé lhes trouxe esperança. Toque música meditativa durante a atividade.  

Bênção e Recebimento dos Dízimos para Missões Locais e Mundiais   

Ao colocarem suas ofertas no prato, peça que deixem os cartões em uma cesta, como símbolo da promessa de generosidade e amor de Deus. 

Poema de reflexão: Um momento à parte  

Sozinho, mas nunca sozinho
Tudo… tudo isso… essas coisas.
Esta existência, cada um desses
monumentos que falam e mostram
de novo o reino criado
por e para a glória de Deus. 

Por que eles não entendem?
Quando é que eles vão começar a ver,
a perceber, a compreender que
tudo o que precisam está bem aqui
bem no meio deles? 

Pai, farei o que for necessário.
Serei o corpo e o sangue da
aliança que foi estabelecida
com estes teus filhos. 







Minha esperança é que eles despertem deste sono de indiferença, de seguir os deuses da tradição, de escolher aquele caminho fácil que evita a responsabilidade de reconhecer-te em cada um, em todos, em tudo o que foi dado. É hora de partir. Obrigado por me ouvirem… Mais uma vez 

—Dean L. Robinson, reproduzido com permissão

Sacramento da Ceia do Senhor  

Leitura da comunhão: Mateus 26,26-30 

Palestra sobre a comunhão  

Convite à comunhão 

Veja o roteiro doConvite à Comunhão.

Hino de Preparação: Graça 

“Vem, Fonte de Todas as Bênçãos”CCS 87 

Incentive os participantes a cantarem em idiomas diferentes do seu. 

OU “Aqui à tua mesa, Senhor”CCS517  

Bênção e Partilha do Pão e do Vinho    

Oração Pastoral   

Hino: Esperança  

“Deus está chamando”CCS 172 

OU “Há um Caminho Muito Antigo”CCS244/245 

 Envio  

Vamos sair pelo mundo, confiando em Deus com nova fé e esperança. Que Deus esteja com vocês. 

Posfácio 

Espaço Sagrado: Esboço para o Culto em Pequenos Grupos

Encontro

Bem-vindo

O Tempo Comum é o período do calendário cristão que vai do Pentecostes ao Advento. Nesta parte do calendário cristão não há grandes festas nem dias santos. Durante o Tempo Comum, dedicamo-nos ao nosso discipulado, tanto individualmente quanto como comunidade de fé.

Oração pela paz

Toque o sino ou o carrilhão três vezes, lentamente.
Acenda a vela da paz.

A Oração pela Paz de hoje é inspirada no hino 212, “GodWeeps” (Deus Chora),do álbum Community of Christ Sings. A letra é de Shirley Erena Murray e a música, de Mark A. Miller: “…e até que mudemos a maneira como amamos, Deus chora.”

Deus do pranto, pedimos perdão por nossa falha, como humanidade, em cuidar de todos. Nossos corações se partem pelos que sofrem abusos e passam fome, pelos que são traídos e sangram, e pelos que choram.

Somos gratos por você chorar, sofrer e se compadecer dos oprimidos. Oramos para que tenhamos a coragem de fazer o mesmo. Que possamos abrir nossos corações à dor do mundo e, ao fazê-lo, ajudarmos a curá-lo.

Ajuda-nos a ouvir, para que nossas mentes nervosas e ávidas por certezas se abram a novas compreensões sobre Cristo. Em nome de Jesus, o Caminho da paz. Amém.

Prática espiritual

Oração do Corpo

Leia o seguinte para o grupo:

Hoje vamos nos concentrar no Princípio Eterno da Sacralidade da Criação.

Nosso corpo é um presente maravilhoso. Às vezes, não nos sentimos totalmente conectados a ele. Muitas vezes, nosso corpo sabe das coisas antes mesmo de permitirmos que nossa mente as pense. Quando rezamos com o movimento de todo o nosso corpo, podemos ter uma percepção diferente daquela que temos quando estamos em nossa postura habitual de oração.

Leia o seguinte para o grupo:

Vou mostrar os movimentos e dar algumas explicações. Depois, vamos repetir os movimentos três vezes, em silêncio, todos juntos.

Começamos com as mãos na posição de oração (as mãos juntas à frente do corpo). Isso nos ajuda a nos centrar.

Levantamos os braços bem alto. Isso nos abre ao amor infinito de Deus.

Colocamos as mãos sobre o coração. Isso nos lembra de ouvir a nossa voz interior.

Abrimos as mãos à frente do corpo. Isso é uma forma de oferecer nosso amor aos outros.

Levantamos as mãos para o céu. Isso nos lembra de nos abrirmos para todos.

Baixamos as mãos. Isso nos ajuda a reunir e levar tudo ao nosso coração.

Colocamos as mãos novamente na posição de oração. Isso nos traz de volta à quietude e à paz.

Repita os movimentos três vezes. Leia o seguinte para o grupo:

Curvem-se uns para os outros e digam: “Namaste” (Eu me curvo diante de você).

Compartilhando à mesa

Romanos 4:13–25 NRSVue

3 Poisa promessa de que herdaria o mundo não foi feita a Abraão nem aos seus descendentes por meio da lei, mas por meio da justiça que vem da fé.14 Pois, se são os que cumprem a lei que serão herdeiros, a fé é vã e a promessa fica sem efeito.15 Poisa lei traz ira, mas onde não há lei, também não há transgressão.

16 Porisso, a promessa depende da fé, para que se baseie na graça, de modo a ser garantida a todos os seus descendentes, não apenas aos que seguem a lei, mas também àqueles que compartilham a fé de Abraão (que é o pai de todos nós,17 comoestá escrito: ‘Eu te fiz pai de muitas nações’), na presença do Deus em quem ele creu, que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem.18 Esperandocontra toda esperança, ele creu que se tornaria ‘pai de muitas nações’, conforme o que foi dito: ‘Assim serão os teus descendentes’. 19 Elenão vacilou na fé ao considerar o seu próprio corpo, que já estava praticamente morto (pois tinha cerca de cem anos), e a esterilidade do ventre de Sara.20 Nenhumadesconfiança o fez vacilar a respeito da promessa de Deus, mas ele se fortaleceu na fé ao dar glória a Deus,21 estandoplenamente convencido de que Deus era capaz de fazer o que havia prometido. 22 Por isso,“isso lhe foi imputado como justiça”.23 Ora, as palavras “isso lhe foi imputado” não foram escritasapenaspor causa dele, 24 mastambém por nossa causa. Será imputado a nós que cremos naquele que ressuscitou Jesus, nosso Senhor, dentre os mortos,25 o qualfoi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação.

—Romanos 4:13–25 NRSVue

Esta passagem nos remete ao momento em que Deus fez uma aliança com Abraão. Nela, é prometido a uma mulher estéril que terá filhos com base na “justiça da fé” dos pais, e a narrativa prossegue contando exatamente como esses filhos são concebidos. Embora alguns aspectos da história possam nos deixar desconfortáveis, encontramos um significado profundo ao explorarmos a passagem como uma expressão de fé no encontro entre o divino e o humano.

Ser “considerado justo” significa que a relação com Deus foi restaurada. Isso não se deu por meio de nenhuma ação física, mas sim pela confiança e pela comunhão de Abraão com Deus. Embora nossa fé não gere a graça, a graça gera a fé. Ela nasce e é alimentada nesse espaço de mistério divino.

Como crentes, reconhecemos um Deus cujo conhecimento é maior do que o nosso. Nossa fé se manifesta quando nos aventuramos na escuridão, quando confiamos e quando buscamos maior conhecimento e compreensão. Muitas vezes, percebemos que precisamos nos entregar ao desconhecido à medida que nossa fé se desenvolve e cresce em nosso relacionamento com Deus.

Sentimos uma sensação de libertação e nervosismo quando deixamos de lado o rumo que queremos seguir e abrimos os olhos para o mistério de Deus e o caminho sagrado. Não sabemos exatamente aonde isso nos levará, mas confiamos que haverá um aprofundamento da relação com o divino — provavelmente de uma forma que menos esperamos.

Perguntas

  1. De que forma sua fé se aprofundou ou cresceu?
  2. Quando você já experimentou o mistério divino em sua jornada espiritual?
  3. Que exemplos você vê hoje de Deus reconciliando relacionamentos ou “considerando as pessoas justas”?

Enviando

Declaração de generosidade

Amada Comunidade de Cristo, não se limitem a falar e cantar sobre Sião. Vivam, amem e compartilhem como Sião: aqueles que se esforçam para serem visivelmente um em Cristo, entre os quais não há pobres nem oprimidos.

—Doutrina e Convênios 165:6a

A cesta de ofertas está disponível caso você deseje apoiar os ministérios em andamento dos pequenos grupos como parte de sua generosa contribuição.

Esta oração de oferenda é uma adaptação de “A Resposta Generosa de um Discípulo”:

Deus, enquanto navegamos neste mundo de dívidas e consumismo, ajuda-nos a poupar com sabedoria, a gastar com responsabilidade e a doar generosamente. Que assim possamos nos preparar para o futuro e construir um amanhã melhor para nossas famílias, nossos amigos, a missão de Cristo e o mundo. Amém.

Convite para a próxima reunião

Hino de encerramento

A Comunidade de Cristo cantao hino 172, “Deus está chamando”

Oração de encerramento


Opções adicionais, dependendo do grupo

  • Sacramento da Ceia do Senhor
  • Reflexões para as crianças

Sacramento da Ceia do Senhor

Escritura da Comunhão

Escolha uma passagem para ler entre as seguintes: 1 Coríntios 11:23–26; Mateus 26:17–30; Marcos 14:12–26; Lucas 22:7–39.

Convite à comunhão

Todos são bem-vindos à mesa de Cristo. A Ceia do Senhor, ou Comunhão, é um sacramento no qual recordamos a vida, a morte, a ressurreição e a presença contínua de Jesus Cristo. Na Comunidade de Cristo, também vivemos a Comunhão como uma oportunidade de renovar nossa aliança batismal e de sermos formados como discípulos que vivem a missão de Cristo. Outros podem ter interpretações diferentes ou complementares dentro de suas tradições religiosas. Convidamos todos os que participam da Ceia do Senhor a fazê-lo no amor e na paz de Jesus Cristo.

Participamos da Comunhão como uma expressão de bênção, cura, paz e comunhão. Como preparação, vamos cantar uma música do livro“Community of Christ Sings”(escolha uma):

  • 515, “Nestes momentos, nós nos lembramos”
  • 516, “Reunindo-nos em torno do vinho e do pão”
  • 521, “Vamos Partir o Pão Juntos”
  • 525, “A mesa é pequena”
  • 528, “Coma este pão”

Abençoe e distribua o pão e o vinho.

Reflexões para as crianças

Você vai precisar de:

  • materiais para colorir
  • papel

Na passagem bíblica de hoje, o autor faz referência a uma história que vinha sendo contada nessa comunidade há muitos anos, a fim de lembrar aos leitores de suas palavras uma lição importante.

Nossas histórias são importantes. Hoje, vamos recorrer a uma prática espiritual para nos ajudar a nos conectar com a nossa história.

Vamos respirar fundo três vezes, bem calmamente, todos juntos.

Pense na sua própria história, em quem você é e em como você foi maravilhosamente criado.

Pense em um evento, um dia ou um momento que tenha sido importante ou especial para você e que tenha ajudado a fazer de você quem você é.

Faça um desenho sobre aquele momento. Use suas cores ou canetas hidrográficas para escrever algumas palavras sobre aquele momento. Se precisar, peça ajuda para escrever palavras que descrevam aquele momento.

Agora vamos compartilhar nossas histórias e nossas fotos.

Esta semana, vamos celebrar nossas histórias e ter confiança em quem somos.

Recurso: A prática espiritual“Compartilhando Minha História”, do livro “Tudo é Espiritual”, www.allthingsarespiritual.org.

Recursos para sermões

Explorando as Escrituras

Na semana passada, teve início uma série de 15 semanas sobre a carta de Paulo aos Romanos. A carta foi uma tentativa de Paulo de se apresentar e resumir sua visão sobre a natureza de Deus, de Cristo, da igreja e da vida como discípulo. A fé cristã ainda era nova. Nem Paulo nem seus contemporâneos tinham respostas para as questões e controvérsias que mais tarde dividiriam o cristianismo. Paradoxos, raciocínios simples e explicações obscuras se misturam com afirmações claras e diretas — um terreno fértil para futuras explorações e digressões teológicas.

Paulo recorre à história religiosa dos judeus para resumir o plano de salvação de Deus, que se estende ao longo dos tempos. Seu objetivo era convencer os romanos de que a fé, e não a Lei, é o critério para receber a promessa e a graça de Deus. A passagem de hoje centra-se em Abraão, um modelo de fé e o “pai de muitas nações” (v. 17).

Em uma cultura que acreditava que tanto os seres humanos quanto os divinos eram regidos por um ciclo imutável de vida e morte, Abraão ouviu Deus chamando-o para fazer algo novo. Com fé, ele deixou sua terra natal, Ur, para viajar para uma nova terra. Em troca, Deus prometeu que ele seria o pai de uma grande nação, apesar de sua idade. Por meio dele, “todas as famílias da terra serão abençoadas” (Gênesis 12:3). Abraão era caldeu, não judeu. A promessa de Deus veio antes de qualquer peregrinação dos hebreus, antes de os “judeus” se tornarem um povo, antes mesmo de Moisés, o Legislador. Abraão “acreditou no Senhor, e o Senhor considerou isso como justiça” (Gênesis 15:6). “Justiça” significava estar em um relacionamento correto com Deus.

A interpretação de Paulo afirma que Abraão é o pai tanto dos judeus quanto dos gentios — todos aqueles que confiam em Deus e agem com base na fé. Tentar conquistar a aprovação de Deus por meio da obediência à Lei está fadado ao fracasso. Ninguém consegue obedecer à Torá cem por cento do tempo. Portanto, a ira de Deus (o julgamento santo) é certa. A promessa se torna uma ameaça. Além disso, usar a Lei como medida de justiça é inútil para os gentios que não conhecem a Lei (v. 15). Em vez disso, a medida para estar em paz com Deus deve ser a fé, concedida por Deus por meio da graça.

Somente um Deus de surpresas, que “dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem” (v. 17), pode transformar um homem idoso e sem filhos, cuja esposa é estéril, no “pai de muitas nações”. A fé de Abraão num Criador que dá vida colocou-o no relacionamento correto com Deus. A fé daqueles que acreditam que Deus ressuscitou Jesus da morte para a vida também lhes é “imputada como justiça”. Em outras palavras, eles também construíram o relacionamento correto com este Deus do Impossível. A fé conta como o cumprimento de toda a Lei. A ressurreição de Cristo é a prova da capacidade de Deus de trazer vida do nada.

Os crentes do século XXI duvidam dos milagres, confiam na razão e zombam do impossível. Ou então, agimos como se tivéssemos o poder de fazer o impossível acontecer, desde que nossa fé seja forte o suficiente. Paulo nos lembra 1) que, com Deus, tudo é possível, e 2) que a fé é um dom, não uma arma para chantagear Deus a fazer o que queremos. Deus concede fé a todos aqueles que têm o coração aberto e, então, considera isso como justiça.

Ideias centrais

  1. Em vez da observância da Lei judaica, é a fé que serve de critério para reivindicar a promessa e a graça de Deus.
  2. Procure os sinais de Deus no que é estranho e inesperado — e, então, reaja com fé.
  3. Judeus, gentios e toda a humanidade são chamados a estabelecer uma aliança com Deus por meio de relações corretas. Não há exceções.
  4. A fé é um dom concedido pela graça de um Deus para quem tudo é possível.

Perguntas para o orador

  1. De que forma o cristianismo continuou a promover a Lei, em vez da fé, como critério de justiça?
  2. Que jornada rumo ao desconhecido Deus está te chamando a empreender?
  3. De que forma Deus tem demonstrado seu poder restaurador e criativo em sua congregação ou comunidade?
  4. Quando foi que alguém te surpreendeu por estar em um relacionamento correto com Deus? O que isso nos diz sobre a graça e o julgamento?
  5. Se a fé é um dom concedido por Deus, por que nem todos demonstram uma fé inabalável em Cristo?

Aulas

Aula para adultos

Passagem bíblica em destaque

Romanos 4:13–25

Foco da aula

A fé é uma bênção de Deus.

Objetivos

Os alunos irão…

  • Explore o texto de Romanos 4:13–25.
  • discutir os conselhos de Paulo sobre a fé.
  • Analise as respostas fiéis de Abraão.
  • criar um plano para atrair pessoas à nossa comunidade, a fim de ajudá-las a reconhecer a fé que Deus colocou nelas.

Materiais

  • Perguntas da autoavaliação (final da aula)
  • Canetas ou lápis
  • Bíblias ou folhetos impressos com Romanos 4:13–25 para cada aluno
  • A Comunidade de Cristo Canta (CCS)

Nota para o professor

Para se preparar para esta aula, leia “Explorando as Escrituras” para Romanos 4:13–25 em Sermon & Class Helps, Ano B: Novo Testamento (com foco nas Cartas), pp. 53–54, disponível pela Herald House.

Reunir

Depois de dar as boas-vindas aos participantes, distribua cópias do questionário de autoavaliação (no final da aula) e lápis ou canetas, conforme necessário. Informe-os de que esse questionário é apenas para uso pessoal e não será compartilhado. Convide-os a guardar e usar a folha do questionário para fazer anotações sobre qualquer assunto abordado hoje que queiram lembrar. Reserve 2 a 3 minutos para que preencham o questionário de autoavaliação.

Distribua Bíblias ou cópias impressas do texto de Romanos. Peça aos participantes da aula que reflitam sobre suas respostas à pesquisa, prestando atenção às ideias relacionadas às perguntas da pesquisa enquanto você lê Romanos 4:13–25. Peça que acompanhem em silêncio enquanto você lê.

Interaja

Um enigma comum coloca a seguinte questão: o que veio primeiro, a galinha ou o ovo? A leitura deste texto de Romanos aborda um enigma semelhante, mas, em vez de apresentá-lo como uma pergunta, o expõe como uma resposta ou um fato.

Vários anos antes de Paulo escrever esta carta, os judeus haviam recebido a ordem de deixar Roma. Na época em que Paulo escreveu, há indícios de que o decreto que bania os judeus de Roma havia sido revogado. Durante os anos que se passaram, os cristãos gentios provavelmente haviam ganhado maior destaque na comunidade eclesiástica que se formava. Isso pode ter gerado tensões e conflitos quando os judeus retornaram para se reintegrar à comunidade.

Nesta carta, Paulo argumentou que ambos os grupos de crentes — judeus e gentios — eram herdeiros de Abraão: uns por serem descendentes biológicos, e outros por serem “filhos” de Abraão em sentido figurado.

  • De acordo com o texto de Romanos, o que chegou primeiro a Abraão: a lei ou a fé? (A promessa sobre os descendentes de Abraão está no capítulo 15 de Gênesis; a lei surge no capítulo 17.)
  • Por que Paulo teria enfatizado esse ponto?
  • Se a lei tivesse vindo primeiro, que diferença isso teria feito para os cristãos gentios?
  • Ian S. Markham afirmou que Paulo, ao refletir sobre a experiência de Abraão, declara: “…a fé na promessa é a principal expectativa de Deus para com a humanidade” (Feasting on the Word, Ano B, Volume 2). O que isso poderia significar hoje?

Responder

Costumamos recordar a história de Abraão pensando que sua fé na promessa de Deus — de que ele seria pai de muitas nações (e não de uma única) — era um tanto vacilante. Afinal, ele sabia quantos anos tinha. Sabia que Sara já havia passado há muito tempo da idade de conceber. Ele até havia tentado ter um herdeiro por meio de uma escrava que lhe desse um filho. Isso pode não parecer o comportamento de alguém que tinha fé de que Deus cumpriria o que havia prometido. Paulo escreveu nos versículos 19–20: “Ele não vacilou na fé… Nenhuma desconfiança o fez vacilar.”

O estudioso Jeff Paschal questiona: “Será que Paulo está considerando a fé de Abraão… como forte e inabalável, não porque ele nunca duvide, não porque ele nunca tente tomar as rédeas da situação, mas porque Abraão realmente confia nas promessas de Deus o suficiente para correr riscos e dar um passo de fé?” (David L. Bartlett e Barbara Brown Taylor, eds. Feasting on the Word, Ano B, Volume 2, 2008), 67)

Discutir

  • De que forma essa interpretação pode nos ajudar a perceber que:
  • “Deus está convocando uma igreja corajosa, que assuma riscos e confie, em vez de levar uma vida espiritualmente estagnada, limitando-se a tentar não cometer erros.” (Jeff Paschal) e que
  • “Os desafios e as oportunidades são enormes. Você permanecerá hesitante à sombra de seus medos, inseguranças e lealdades conflitantes? Ou seguirá em frente à luz do chamado e da visão que lhe foram divinamente inspirados?” (Doutrina e Convênios 164:9e)
  • Diz-se que somente Deus pode criar a fé, pois ela é um dom. Você concorda ou discorda? Por quê?
  • Que oportunidades a comunidade eclesial poderia ter para alimentar os primeiros sinais de fé nos que buscam a fé e nos crentes recém-batizados ou confirmados?

Peça aos alunos que revisitem o questionário de autoavaliação e revisem suas respostas com base nas discussões de hoje. (Caso perguntem, as respostas são: 1-F, 2-T, 3-T, 4-F, 5-T.)

Enviar

Incentive os participantes a formarem grupos de dois ou três pessoas.

  1. Peça que formulem uma ideia sobre como convidar outras pessoas para a comunhão da congregação. Lembre-os desta parte da oração missionária: “Dá-me coragem para arriscar algo novo.”
  2. Peça a eles que imaginem como isso poderia ser no contexto da sua congregação. Reserve tempo suficiente para que cada grupo possa compartilhar suas ideias.

Abençoe

Cantem ou leiam juntos “Com fé inabalável” ( CCS 649).

Leia o princípio duradouro: “Formando discípulos para servir”, extraído de *Sharing in Community of Christ*, 4ª edição, 2018, p. 23.

Formar discípulos para servirCapacitar pessoas para a missão de Cristo

Estamos empenhados em capacitar homens, mulheres e crianças para que sejam expressões verdadeiras e vivas da vida, do ministério e da presença contínua de Cristo no mundo.

Autoavaliação

Verdadeiro ou falso:

  1. No livro de Gênesis, o povo recebeu a lei da aliança antes de Deus revelar a Abrão (Abraão) a promessa de descendência.
  2. A “lei” confere à nossa agência um papel central.
  3. A fé precede e molda nossa obediência.
  4. Partir por conta própria para planejar novas formas de “ser igreja” demonstra falta de fé.

Para o apóstolo Paulo, o objeto da fé é o Deus que tem o poder de vencer a morte.

Aula para jovens

Passagem bíblica em destaque

Romanos 4:13–25

Foco da aula

Tenha fé nas promessas de Deus.

Objetivos

Os alunos irão…

  • refletir sobre o que significa ter fé, relembrando a história da aliança de Deus com Abraão e Sara e sua relação com a passagem bíblica de hoje.
  • refletem sobre sua fé em afirmações difíceis de acreditar.
  • Considere rezar a Oração da Missão como um ato pessoal de coragem e fé.

Materiais

  • Venda nos olhos
  • Um presentinho
  • Bíblia, Bíblia Infantil Internacional, se disponível
  • Papel e canetas ou lápis

Nota para o professor

Para se preparar para esta aula, leia “Explorando as Escrituras” para Romanos 4:13–25 em Sermon & Class Helps, Ano B: Novo Testamento (com foco nas Cartas), pp. 53–54, disponível pela Herald House.

Reunir

Peça a um voluntário corajoso para se juntar a você na frente da sala. Coloque uma venda nos olhos do aluno. Pergunte ao voluntário: Você está nervoso? Pergunte ao resto da turma: Vocês acham que ele está nervoso? Como vocês sabem? Em seguida, peça ao voluntário para abrir bem a boca. Pergunte novamente: Você está nervoso agora? Depois, coloque o doce na língua dele. Deixe que ele tire a venda e faça as seguintes perguntas para discussão:

  • Como foi seguir as instruções cegamente?
  • Você teria seguido as mesmas instruções se fosse um estranho a dar as ordens?
  • Como saber quando é seguro seguir as orientações de alguém e quando não se deve fazer isso?
  • O que significa ter fé?

A lição de hoje trata de ter fé em Deus, mesmo diante de instruções que pareciam ridículas.

Interaja

O texto bíblico de hoje está no livro de Romanos; ele faz referência a uma história que foi escrita centenas de anos antes, no Antigo Testamento. Para compreender a passagem bíblica de hoje, precisamos conhecer a história de Abraão e Sara.

Peça aos alunos que falem sobre o que sabem a respeito de Abraão e Sara. Em seguida, preencha os detalhes que faltam nesta sinopse:

A história da promessa de Deus a Abrão e Sarai (Deus mais tarde mudou seus nomes para Abraão e Sara) se encontra nos capítulos 15 a 17 do livro de Gênesis. Deus fez uma aliança com Abrão, dizendo que ele e Sarai se tornariam o pai e a mãe de muitas nações e que seus descendentes seriam mais numerosos do que todas as estrelas do céu. Então, Deus mudou seus nomes. O acordo de Deus com eles se estenderia a todos os seus descendentes. O problema era que Abraão e Sara eram muito idosos (com mais de 90 anos) e não tinham filhos. Confiar na promessa de Deus seria difícil. O acordo estabelecido era que todos os homens seriam circuncidados como sinal dessa confiança na promessa de Deus. Abraão creu em Deus e cumpriu o que havia prometido, mandando circuncidar todos os homens de sua casa, incluindo a si mesmo.

Abraão e Sara tiveram um filho, Isaac, que nasceu no ano seguinte. Por meio dos descendentes de Isaac, a promessa de Deus a Abraão e Sara se cumpriu. Na verdade, os descendentes de Abraão incluem aqueles que pertencem ao judaísmo, ao cristianismo e ao islamismo. Jesus é um descendente de Abraão.

Leia Romanos 4:13–25 na Bíblia Infantil Internacional, se disponível.

  • Não foi por meio da lei que Abraão e Sara receberam a promessa de que seriam pais de toda uma nação. Foi por meio de quê?
  • Qual é a promessa que Deus nos fez?
  • Como podemos demonstrar nossa fé em Deus?

Vários anos antes de Paulo escrever esta carta, o povo judeu havia recebido a ordem de deixar Roma. Na época em que Paulo escreveu, há indícios de que o decreto que bania a comunidade judaica de Roma havia sido revogado. Durante os anos que se passaram, os cristãos gentios provavelmente passaram a ocupar um lugar mais proeminente na comunidade eclesial que se formava. Isso pode ter gerado tensões e conflitos quando os judeus retornaram para se reintegrar à comunidade.

Nesta carta, Paulo argumentou que ambos os grupos de crentes — judeus e gentios — eram herdeiros de Abraão: uns por serem descendentes biológicos, e outros por serem “filhos” de Abraão em sentido figurado.

Responder

Inicie uma discussão sobre o que significa acreditar em algo que parece difícil de acreditar, compartilhando alguns desses “Fatos difíceis de acreditar”. Convide os alunos a compartilharem alguns que já tenham ouvido. Discuta quais deles lhes custam acreditar e por que acreditar em certas coisas pode ser difícil.

  • Os esquilos são os principais responsáveis pelas quedas de energia nos Estados Unidos. Os meses de maio a junho e de outubro a novembro são as épocas do ano em que ocorrem mais “ataques de esquilos” às linhas de energia.
  • É possível saber a temperatura externa contando os cantos de um grilo. Se você contar quantas vezes um grilo canta em 15 segundos e depois somar 37, obterá a temperatura atual aproximada em graus Fahrenheit.
  • Os filhos de gêmeos idênticos são irmãos genéticos (meio-irmãos), e não primos.
  • A Costco vende papel higiênico suficiente por ano (cerca de um bilhão de rolos) para dar 1.200 voltas ao redor do mundo.
  • O menor caracol já descoberto cabe no buraco de uma agulha. O caracol Angustopila dominikae, descoberto em 2014, tem apenas 0,03 polegadas (ou 0,86 milímetros) de altura. Dez deles caberiam no buraco de uma agulha ao mesmo tempo.
  • A planta que mais cresce na Terra cresce tão rápido que sua velocidade é medida em milhas por hora. O bambu pode crescer até 89 centímetros por dia, a uma velocidade de 0,00002 milhas por hora, de acordo com o Guinness World Records.

—Adaptado debestlifeonline.com

Os versículos 19–20 dizem: “Abraão refletiu sobre tudo isso. Mas sua fé em Deus não enfraqueceu. Ele nunca duvidou de que Deus cumpriria a promessa. Abraão nunca deixou de acreditar. Sua fé se fortaleceu e ele louvou a Deus.”

  • Por que você acha que Abraão acreditou em Deus?
  • Até que ponto o fato de acreditarmos depende de quem nos diz ou da origem da informação? Por que isso importa?

Enviar

Rezar a Oração da Missão é uma oração de fé. Quando rezamos, pedimos a Deus que nos guie até onde o Espírito de Deus está atuando, para que possamos fazer parte dessa obra. É uma oração em que pedimos coragem para nos arriscarmos e agirmos em nome de Deus. Embora possamos facilmente cair na repetição mecânica dessa oração, ela é, acima de tudo, uma oração de coragem e fé.

Imagine Abraão e Sara rezando também uma versão da Oração Missionária. Seria algo assim:

Deus, para onde o Teu Espírito nos está guiando hoje?
Ajuda-nos a estar alertas e prontos para responder.
Dá-nos coragem para confiar em Ti e fé para responder.
Ajuda-nos a nos tornarmos uma bênção do Teu amor e da Tua paz para os descendentes que nos prometeste.
Amém.

Reserve alguns minutos para escrever uma oração de missão para a sua vida. Como seria a sua oração?

Abençoe

Para quem se sentir à vontade, convide os alunos a compartilharem as orações de missão que criaram para encerrar a aula.

Aula para crianças

Passagem bíblica em destaque

Romanos 4:13–25

Foco da aula

Tenha fé — assim como Abraão e Sara — na promessa de Deus.

Objetivos

Os alunos irão…

  • Leia e conheça a história de Abraão e Sara.
  • participar de uma simulação de fé.
  • Faça o gesto de mãos em oração com orações cheias de fé.

Materiais

  • Um presentinho
  • Vendas para os olhos (em quantidade suficiente para metade da turma)
  • Bíblia ou Bíblia de Histórias do Lecionário, Ano B, de Ralph Milton, ilustrada por Margaret Kyle (Wood Lake Publishing, 2008, ISBN 9781551455648); e Bíblia de Histórias do Lecionário, Ano A, de Ralph Milton, ilustrada por Margaret Kyle (Wood Lake Publishing, 2007, ISBN 9781551455471)
  • Cadeiras (em quantidade suficiente para metade da turma)
  • Papel cartão colorido (1 folha por criança)
  • Marcadores
  • Bíblia

Notas para o professor

Para se preparar para esta aula, leia “Explorando as Escrituras” para Romanos 4:13-25 no livro Sermon & Class Helps, Ano B: Novo Testamento (com foco nas Cartas), pp. 54–54, disponível pela Herald House.

Reunir

Peça a um voluntário corajoso para se juntar a você na frente da sala. Coloque uma venda nos olhos da criança. Pergunte à criança: Você está nervoso(a)? Pergunte ao resto da turma: Vocês acham que ele(a) está nervoso(a)? Como vocês sabem? Em seguida, peça à criança para esticar a língua. Pergunte novamente: Você está nervoso? Coloque o doce na mão dela e convide-a a prová-lo. (Observação: esteja atento a possíveis alergias alimentares.) Permita que ela tire a venda e faça as seguintes perguntas para discussão:

  • Como foi seguir as instruções cegamente?
  • Você teria seguido as mesmas instruções se fosse um estranho — em vez de mim — a dar as ordens?
  • Como saber quando é seguro seguir as orientações de alguém e quando não se deve fazer isso?

A lição de hoje trata de ter fé em Deus, mesmo diante de instruções que pareciam ridículas.

Interaja

A passagem bíblica de hoje se encontra no livro de Romanos, que faz parte do Novo Testamento. No entanto, ela se refere a uma história que foi escrita centenas de anos antes, no Antigo Testamento. Para compreender a passagem de hoje, precisamos conhecer a história de Abraão e Sara, do Antigo Testamento.

Nota: A história de Abraão e Sara está nos capítulos 15 a 17 do livro de Gênesis. Você também pode encontrá-la na Bíblia Ilustrada do Lecionário, da seguinte forma:

Ano A: pp. 80–81, 128–129, 133–134 e 142–144

Ano B: pp. 80–81

Como alternativa, você pode fornecer uma breve sinopse, preenchendo os detalhes conforme necessário:

A história da promessa de Deus a Abrão e Sarai (Deus mais tarde mudou seus nomes para Abraão e Sara) está nos capítulos 15 a 17 do livro de Gênesis. Deus fez uma aliança com Abrão, dizendo que ele e Sarai se tornariam o pai e a mãe de muitas nações e que seus descendentes seriam mais numerosos do que todas as estrelas do céu. Então, Deus mudou seus nomes. O acordo de Deus com eles se estenderia a todos os seus descendentes. O problema era que Abraão e Sara eram muito idosos (com mais de 90 anos) e não tinham filhos. Confiar na promessa de Deus seria difícil.

Abraão e Sara tiveram um filho, Isaac, que nasceu no ano seguinte. Por meio dos descendentes de Isaac, a promessa de Deus a Abraão e Sara se cumpriu. Na verdade, os descendentes de Abraão incluem aqueles que pertencem ao judaísmo, ao cristianismo e ao islamismo. Jesus é um descendente de Abraão.

Conte a história de Abraão e Sara. Discuta as seguintes perguntas à medida que for avançando na história:

  • Como Abrão e Sarai demonstraram fé em Deus?
  • É fácil simplesmente fazer as malas e partir sem saber para onde vai?
  • Você já seguiu alguém sem saber para onde estava indo?
  • Por que era tão difícil de acreditar que Sara e Abraão tivessem um filho na idade que tinham?
  • Como Abraão e Sara demonstraram fé em Deus?

Responder

Abraão e Sara tiveram que confiar que as promessas de Deus acabariam se cumprindo. Eles tiveram que depositar toda a sua fé em Deus e seguir as ordens que lhes foram dadas, mesmo quando as coisas pareciam irrealistas ou difíceis demais.

Observação: esta parte da aula pode funcionar melhor em uma sala diferente do local habitual de reunião; um lugar com o qual as crianças estejam menos familiarizadas.

Caminhada da Fé

Formem duplas. Um dos parceiros fica com os olhos vendados e é girado várias vezes. O outro parceiro vai para o outro lado da sala; ele deve dar instruções ao parceiro sobre por onde andar pela sala, garantindo que o parceiro com os olhos vendados não esbarre em nada. Quando o parceiro com os olhos vendados se aproximar do outro lado da sala, diga a ele que, quando você der o comando, ele deve sentar-se. Enquanto explica isso, peça rapidamente e em voz baixa ao outro parceiro para trazer uma cadeira e posicioná-la de forma que o parceiro com os olhos vendados consiga sentar-se nela. Quando estiver tudo pronto, dê o comando para sentarem-se. Assim que estiverem sentados em segurança, retire a venda dos olhos.

  • Aos parceiros com os olhos vendados: como foi a sensação de não saber para onde estavam indo nem o que iria acontecer?
  • Para os demais parceiros: foi difícil explicar para onde dirigir? O seu parceiro sempre ouviu com atenção e seguiu suas instruções?
  • Quando pediram ao parceiro com os olhos vendados para se sentar, ele teve que confiar que havia uma cadeira. Fé é acreditar em algo que não podemos ver. Quando você confia ou acredita em algo que não pode ver?

Assim como alguns de vocês tiveram que ouvir instruções para saber o que fazer e para onde ir, precisamos ouvir a Deus. Precisamos ter fé e confiar que Deus sabe o que é melhor. Fé não é ser capaz de ver, mas confiar naquele que pode ver.

—adaptado debetterbibleteachers.com

A passagem bíblica de hoje faz referência à fé de Abraão e Sara em Deus. Leia Romanos 4:13-19 na Bíblia Ilustrada do Lecionário, Ano B.

  • Qual é a promessa que Deus nos fez?
  • Como podemos demonstrar nossa fé em Deus?

Enviar

Dobre uma folha de cartolina ao meio, no estilo “hambúrguer”. Coloque a mão esquerda da criança com o dedo mínimo na borda dobrada, com os dedos juntos e voltados para cima. Contorne a mão com um marcador. Recorte a mão, tomando cuidado para não cortar a parte onde o dedo mínimo encosta na borda dobrada. O resultado deve ser duas mãos em oração, dobradas como na imagem.

Na parte da frente das mãos, escreva “Minhas Mãos em Oração”. Na parte de dentro, peça às crianças mais velhas que escrevam sua própria oração de fé. Para as crianças mais novas, peça que façam um desenho de oração, escreva frases de oração para elas ou forneça frases pré-impressas para que elas colem dentro das suas mãos em oração. Por exemplo: Como seu filho precioso, terei fé em você, Deus.

Abençoe

Peça às crianças que repitam com você: “Vou confiar em Ti, Deus”. Explique que elas devem repetir essa frase sempre que você apontar para elas. Leia a seguinte oração:

Deus, obrigado por todas as belas bênçãos deste mundo. Estou verdadeiramente maravilhado e não consigo compreender as complexidades da Tua criação.

(Ponto) Vou confiar em Ti, Deus.

Às vezes, fico sobrecarregada com tudo o que tenho que fazer. Não dá para fazer tudo.

(Ponto) Vou confiar em Ti, Deus.

Às vezes fico angustiado. Acontecem coisas ruins. Parece que nada está dando certo.

(Ponto) Vou confiar em Ti, Deus.

Às vezes, não sei o que devo fazer nem qual decisão tomar. A vida pode ser tão confusa.

(Ponto) Vou confiar em Ti, Deus.

Assim como Abraão e Sara, estou tentando ouvir-te. Sei que sou tua filha querida, então…

(Ponto) Vou confiar em Ti, Deus.

Amém.

Terça-feira de doações

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